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Free Fire na SP Fashion Week manda o recado: os games agora estão em tudo

Free Fire estará na SP Fashion Week - Divulgação/Garena
Free Fire estará na SP Fashion Week Imagem: Divulgação/Garena
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

13/11/2021 04h00

A Garena, publicadora de Free Fire, anunciou nesta semana que as skins do jogo inspiraram roupas reais e vão para a passarela do São Paulo Fashion Week, em desfile no próximo dia 17. Os looks serão assinados por Daniel Ueda e Alexandre Herchcovitch.

Mais do que uma jogada de marketing inédita e muito bem sacada, essa "expansão" do Free Fire do virtual para o real manda uma mensagem muito clara: os games viraram um estilo de vida. E estilo de vida não rola só com o controle (ou o celular) na mão: a gente vive a toda hora. A gente sente em todo lugar.

É um passo que vai muito além da simples união de duas áreas significativas do empreendedorismo e da indústria criativa. Trata-se de mais uma das inúmeras validações que os jogos eletrônicos conseguem para desabonar quem, em novembro de 2021, ainda não entendeu a importância de se olhar para os games com a cabeça mais aberta.

"Poder ver a releitura das skins de Free Fire desfilando na passarela do mais prestigiado evento de moda do Brasil, o SPFW, é algo incrível para os jogadores de Free Fire, para mim e para o time da Garena. É um momento de muito orgulho ver o quão longe o Free Fire foi e pode chegar, mostrando que o jogo virou estilo, que o jogo virou moda", afirmou Fernando Mazza, head de operações da Garena no Brasil.

Vemos, neste caso, a úlitma pecinha caindo em um "efeito dominó do bem". Ele começou em 2019, quando a Riot, de League of Legends, fechou sua histórica parceria com a Louis Vuitton, com direito ao troféu do Mundial em um case especial. O acordo rolou de novo no ano passado.

É natural que as publishers, juntas, concorram e dominem outras áreas do mercado. Cada uma dentro de sua particularidade, com seu plano de negócios, mas de olho no mesmo objetivo: levar os games a outro patamar.

É óbvio que os fãs sempre vão comparar as ações e o tamanho da repercussão de cada uma, mas é necessário ir além. Concorrência é do jogo, mas as empresas sempre têm a aprender umas com as outras, dialogando entre si e absorvendo os fatores positivos de cada iniciativa. Quanto mais empresas interessadas em investir no cenário competitivo, aliando o poder de marca aos jogos, melhor para todo mundo.

Sempre surgirão incredulidades do tipo: "Nossa, mas moda e game? O que tem a ver?". Absolutamente tudo. Um evento do porte do São Paulo Fashion Week ter um desfile dedicado ao Free Fire é um recado de que os jogos eletrônicos são cada vez mais democráticos e, ao mesmo tempo, ocupam cada vez mais espaços em lugares antes inimagináveis.

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