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Bombando no CS:GO, Rainbow 6 e VALORANT, FURIA vira orgulho nacional no FPS

FURIA demonstra orgulho nacional - Divulgação/FURIA
FURIA demonstra orgulho nacional Imagem: Divulgação/FURIA
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

28/10/2021 04h00

Fundada por Jaime Pádua, empresário do mercado financeiro, em parceria com André Akkari, lenda do pôquer, a FURIA se tornou talvez a principal representante do legado brasileiro no cenário competitivo de jogos de tiro em primeira pessoa (FPS). Só esse ano, conquistou vagas no Major de CS:GO, no Major de Rainbow Six Siege e também do Champions, o Mundial de VALORANT. Uma forma expressiva de fazer valer o investimento a longo prazo e uma construção de imagem do esporte eletrônico brasileiro perante o poderio dos investimentos estrangeiros.

Embora seja um detalhe mínimo, a descrição da organização na bio do Twitter diz muito sobre sua postura em relação à torcida nacional: "A FURIA, do Brasil". É significativo que a equipe demonstre orgulho de ter suas origens cravadas no país, ainda que rode boa parte da operação nos EUA. Aliás, é uma das agremiações de eSports que melhor sabe trabalhar essa "dualidade" (contando, inclusive, com um perfil em inglês).

Recentemente, ela passou a fazer parte do Louvre Agreement, um grupo que conta com algumas das maiores organizações do mundo. O acordo a inclui em uma parceria oficial com a ESL (a antiga Electronic Sports League, uma das maiores instituições do cenário), garantindo vaga em torneios importantes de CS:GO (desde sempre, o carro-chefe do time). Além disso, ele a coloca em pé de igualdade nas conversas com nomes gigantescos do esporte eletrônico mundial, como Team Liquid, FaZe Clan e G2.

"A FURIA tinha um sonho grande, que até certo momento nem parecia possível. Mas com o suor dos meninos que dão a vida dentro do jogo, a batalha diária de inúmeras pessoas dentro e fora da organização e, principalmente, com o suporte incondicional dos nossos fãs, a FURIA agora dá mais um passo gigantesco para consolidação da marca no cenário internacional", escreveu Jaime Pádua, sobre o acordo.

O exemplo da FURIA é essencial para o eSport brasileiro. Não só pelo modelo de negócio e pela gestão digna de aplausos em diversos fatores. Preservar suas origens, entender a própria essência e trabalhar a própria marca junto de quem está com ela desde o começo são trunfos admiráveis que, sem dúvida, explicam porque a organização chegou tão longe.

Ao entrar no Louvre Agreement, a FURIA se comprometeu a "representar a América do Sul e ajudar a desenvolver a América do Norte", nas palavras do comunicado oficial da ESL. Ou seja: sim, é possível manter uma operação inteligente que projete uma imagem igualmente forte no nível internacional e, ao mesmo tempo mantendo seu lugar de fala no Brasil. E esse sucesso vem de muito estudo e conhecimento de causa por parte da organização. Definitivamente, não é mera coincidência.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL