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Wild Rift: como o cenário competitivo se tornou um sucesso tão rapidamente?

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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

17/09/2021 04h00

Wild Rift, versão mobile de League of Legends, foi lançado em março deste ano e precisou de pouquíssimo tempo para notabilizar organizações e jogadores. Logo, veio à tona um cenário competitivo com suas próprias características, que não precisa se apoiar preguiçosamente no seu "primo rico" do computador. Em breve, teremos até um evento presencial com os oito melhores times do Brasil. Afinal, qual o atual status do game em solo nacional?

É impossível comentar o que vem sendo feito no Wild Rift sem mencionar a Só Agradece - organização criada por Gustavo "Baiano", um dos maiores streamers do Brasil. A SA venceu as três qualificatórias abertas até agora, disparando no ranking de Pontos de Circuito e assegurando sua vaga no presencial antes mesmo da última etapa de classificação.

A agilidade no investimento e na montagem da equipe assim que o Wild Rift foi lançado fez toda diferença para que a SA se "emancipasse" perante o cenário. Baiano já mostrou potencial empreendedor de diversas formas, lançando um talk show e até a própria marca de hambúrguer. Mas é nesta equipe que ele obteve um de seus maiores acertos. O técnico do time, aliás, é um velho conhecido do cenário de LoL: Thiago "Djoko".

O Wild Rift também já trouxe à tona outras equipes fortes, que não estavam ligadas ao League of Legends do PC aqui no Brasil. Por exemplo, a Team SoloMid (TSM), uma das organizações de eSports mais populares do mundo, nativa dos EUA. Ou então, as equipes nacionais GOAT, DreamMax, Omegha E-Sports e Esquadrão.

É interessante ver como jogos novos podem fertilizar novas organizações e, mesmo no curto prazo, já criar narrativas de dominância, queda e rivalidade. Foi o que aconteceu no VALORANT brasileiro. A Gamelanders reinou absoluta por seis meses em 2020, mas, depois que os alicerces do cenário estavam devidamente construídos, ganhou concorrentes à altura. Ficou bem mais complicado seguir no topo.

Obviamente, tanto as organizações quanto a Riot Games, criadora de Wild Rift, estão aprendendo as peculiaridades do mobile. Já dá para notar características próprias, como a forma que o público consome conteúdo ou produtos do próprio jogo.

Para crescerem ainda mais, a expertise com League of Legends certamente fará diferença. Mas também será necessário absorver conclusões que venham da concorrência diária e do feedback dos jogadores.

O VALORANT atingiu um patamar alto de excelência na execução do cenário competitivo mundial como um todo, com uma velocidade muito maior do que a do LoL (o que é natural, visto que o MOBA teve seu primeiro campeonato mundial lá em 2011, sob condições muito diferentes). A tendência é que o Wild Rift caminhe ainda mais rápido - com uma final nacional e um evento internacional ainda neste ano. Observemos. A expectativa, definitivamente, é alta.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL