PUBLICIDADE

Topo

GGWP

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

RED Kalunga eleva importância de trabalho a longo prazo no CBLOL

RED Canids Kalunga campeã do CBLOL - Bruno Alvares/Riot Games
RED Canids Kalunga campeã do CBLOL Imagem: Bruno Alvares/Riot Games
Conteúdo exclusivo para assinantes
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

07/09/2021 04h00

A RED Canids Kalunga conquistou o #CBLOL pela segunda vez no último sábado. Após o título da Primeira Etapa de 2017, a Matilha voltou a levantar o troféu - desta vez, em um cenário paradisíaco proporcionado pelo Morro da Urca e pelo Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. À parte do mérito esportivo momentâneo, a vitória da organização tem um significado muito grande para o cenário competitivo de League of Legends como um todo e para o sonho de quem quer ser pro player.

A começar pelo grande herói da RED nos playoffs. Daniel "Grevthar" saiu da equipe Academy para assumir o posto de titular nas Quartas de Final, diante do Flamengo. Correspondeu à altura em 3 a 0 acachapante. Voltou a ser decisivo nos 3 a 1 sobre Vorax Liberty e RENSGA, nas Semis e na Grande Final, respectivamente. Mostrou que a falta de experiência pode se transformar em vitória de vencer.

À parte disso, Guigo, Aegis e Avenger (este último, substituído no mata-mata pelo próprio Grevthar) estão na RED desde 2018. A organização, mesmo sem existir um campeonato Academy, trabalhou os talentos para que eles um dia chegassem ao auge. Os percalços do caminho não alteraram o planejamento a longo prazo - e isto é um mérito diretivo enorme de Felippe Corradini e JP Garcia, sócios na equipe.

A grande vitória para o CBLOL de 2021, em uma visão macro, acaba por ser do sistema implantado pela Riot Games, com as parcerias a longo prazo. A ideia de franquia, com os times resguardados por um projeto pensado a longo prazo, foi elevada com uma final inédita entre RED e RENSGA e coroada por jovens talentos do cenário competitivo chegando ao seu ponto mais alto e tendo a oportunidade de representar o Brasil em um Mundial.

Competir em alto nível e conseguir trabalhar pensando no futuro é extremamente complicado. Há a pressão dos torcedores, da mídia e da opinião pública como um todo. O imediatismo pode ser um veneno letal. Resistir em meio a esse cenário e provar a eficácia é uma mensagem importantíssima para todo o cenário competitivo, não só de League of Legends, mas de qualquer modalidade de esporte eletrônico.

O choro de Aegis e Grevthar, velhos amigos e companheiros, abraçados e ainda extasiados pelo gosto da vitória, minutos após o fim do quarto e último jogo da série, são um alento sobre o que representa o esporte e a competição dos mais altos patamares. Ainda que muito esteja em jogo, ser garoto e ir à batalha para simplesmente fazer o que mais se gosta de fazer ainda traz um significado impagável.

Ganhar e perder sempre será do esporte. A RENSGA, em seu primeiro ano de CBLOL, foi à final e também tem motivos para comemorar. Ao longo do ano, desenvolveu ações solidárias, de inclusão e deu aula de conteúdo a muitas gigantes do cenário. É necessário entender o que vai muito além do servidor e propagar essas mensagens positivas de por que o esporte (especialmente o eletrônico, para nós) é tão maravilhoso.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL