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Pokémon UNITE acerta em cheio ao apostar em simplicidade e partidas rápidas

Pokémon UNITE - Divulgação/Nintendo
Pokémon UNITE Imagem: Divulgação/Nintendo
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

30/07/2021 04h00

Nos últimos dias, os fãs de Pokémon e de games do gênero MOBA (multiplayer online battle arena) ganharam uma ótima novidade. Pokémon UNITE juntou os "monstrinhos de bolso" com um estilo de jogo consagrado ao longo dos anos - especialmente por League of Legends, uma potência global de Esports. O resultado, ao menos inicial, é empolgante.

Pokémon UNITE acertou em vários aspectos. Um deles é a duração: as partidas duram apenas 10 minutos - e não há chance de se estender. A Nintendo e a Pokémon Company entendeuram algo essencial: cada vez mais, é difícil prender a atenção do público online por muito tempo. Não à toa, a maioria dos outros jogos tradicionais já criou modos menores.

Pokémon UNITE também oferece um modo ainda mais curto de cinco minutos, e também permite que o jogador se renda (para se ter uma ideia, no LOL, isso só pode acontecer depois de 15 minutos transcorridos).

Esse "período de atenção" mais limitado está de olho também no público futuro do jogo. Atualmente, ele está limitado ao Nintendo Switch, mas em setembro chega aos dispositivos móveis, e aí sim terá o seu "boom" no cenário gamer como um todo.

Outro ponto que o jogo acertou em cheio foi a curva de aprendizado. Não é necessário ser um profundo fã de Pokémon nem um especialista em MOBA para compreender rapidamente o game. A experiência fica divertida rapidinho. Há um número aceitável de itens e habilidades, tutoriais extremamente bem explicados e uma série de missões que faz com que o jogo se retroalimente e induza o fã a continuar nele, em vez de partir para outro.

Ainda é um mistério como funcionará o cenário competitivo de UNITE, mas é certo que há potencial para isso.

Já falamos aqui no GGWP sobre as características particulares da Nintendo no que diz respeito à construção de um ecossistema para os seus jogos. Mas precisamos lembrar que, desta vez, a iniciativa traz consigo a gigante Tencent, uma empresa chinesa líder global em internet e tecnologia. Contar com partidas ranqueadas e ter elos bem estabelecidos desde o lançamento já diz muito como o game propõe estimular a competitividade.

Obviamente, caso focasse apenas no Switch, a experiência seria bem mais restritiva (e elitista). Porém, ao entrar nos celulares, Pokémon UNITE deve ter gás para bater de frente com outros jogos fortíssimos nos dispositivos móveis, como Wild Rift, também lançado neste ano.

Essa disputa vai acontecer não no competitivo inicial (já que a Riot já deixou claro que investirá forte nos torneios de Wild Rift), mas sim no público casual de todas as idades.

UNITE é a prova de que as publishers precisam prestar cada vez mais atenção ao comportamento do público. Vivemos um contexto de sociedade em que as opções de entretenimento se multiplicam diariamente. Assim como um filme, uma série ou um álbum musical, o game precisa responder à pergunta: "Por que isso... e não aquilo?".

Prender a atenção em um mundo de distrações é um desafio gigante, que a Nintendo se propôs a solucionar.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL