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Redes sociais provam: ficar fora dos eSports é estar atrasado

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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

27/06/2021 10h00

As redes sociais costumam ser um ótimo termômetro para os esportes eletrônicos - seja para definir quais são as torcidas mais expressivas, os jogos mais comentados ou quais eventos estão tendo maior relevância. Uma pesquisa divulgada pelo braço de games do Twitter nesta semana trouxe diversas reflexões interessantes para o Brasil neste ambiente - e a prova de que, cada vez mais, vale a pena investir no setor e não deixar as oportunidades passarem.

Hoje, o Brasil é o quarto país que mais fala sobre jogos no Twitter - atrás de Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. Independentemente da sua preferência sobre gênero ou título de game, notar que hoje estamos à frente de absolutamente todos os países europeus é, sim, motivo para comemorar e também para refletir sobre a importância da nossa comunidade e a relevância dos torcedores de eSports por aqui.

O período de isolamento social causado pela pandemia do coronavírus fez com que as streams e os campeonatos de esportes eletrônicos se tornassem um alvo óbvio de entretenimento. Muitas vezes, o período de deslocamento entre casa e trabalho foi substituído por um game. O interesse em torno do mercado aumentou. Muitos que ainda não haviam sido apresentado ao ambiente das streams passaram a se divertir e se entreter com esses profissionais.

Em meio a isso, o dado mais relevante talvez seja o relativo às organizações: das 10 equipes mais significativas do mundo no Twitter, quatro são brasileiras - sendo que levamos a primeira e a segunda colocações, com LOUD e paiN Gaming, respectivamente. A FURIA aparece em quinto e o Flamengo em sexto. Vale lembrar: a FaZe (quarta) e a Team Liquid (oitava) também contam com line ups brasileiras em suas modalidades.

Sabemos que o brasileiro, via de regra, é passional. Isso também se aplica ao Twitter. Nos campeonatos locais de eSports, vemos como os torcedores demonstram de forma ativa a paixão por suas equipes ou jogadores preferidos. Nossos streamers (destaque especial para Alexandre "Gaules") estão entre os mais vistos do mundo. Mas além de perfil, isso também é um recado para o mercado: estar no mercado de esporte eletrônico no Brasil é olhar para o futuro.

Basta olhar para os uniformes das organizações. As marcas não-endêmicas se fazem cada vez mais presentes entre os patrocinadores dos times. Bancos, fabricantes de carros, operadoras de celular... Ninguém quer ficar longe de um público tão engajado e que cresce mais e mais a cada ano. É impossível ignorar a relevância dos eSports. Gostar ou não é uma questão. A importância não está mais em pauta. Não há mais espaço para esse debate.

O "efeito dominó" do bem é uma tendência no que diz respeito a marketing e publicidade para os esportes eletrônicos. Quem, em sã consciência, vai querer ver o concorrente fazendo sucesso em um público gigantesco sem agir e buscar iniciativas semelhantes ou superiores? Não importa qual o gênero do produto: ter uma boa percepção perante o mercado gamer, hoje, é chave para se manter em pauta e ir além. Trata-se de fidelização e conversão. São os "joguinhos" dando aula!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL