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OPINIÃO

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De hambúrguer a música: PUBG Mobile dá show de marketing

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Leo Bianchi

Colunista do UOL

16/06/2021 12h00

Nos dias atuais, com redes sociais em profusão e batalha cada vez mais intensa no que diz respeito à concorrência de mercado, todos os games, tenham ou não bases de fãs já estabelecidas, precisam fazer diferente. Buscar o novo. A ampliação constante é um desafio para todas as publishers. Nesse sentido, o PUBG Mobile tem chamado a atenção - em um combo que vai de hambúrguer oficial a funk temático dedicados ao game.

Tudo começa pela relação com a música, algo já bem trabalhado pelo Free Fire, que chegou a transformar o DJ Alok em personagem jogável no título. "Cercar" o fã também quando ele não está jogando é uma função inteligente, que além de fidelizar, ainda consegue captar uma nova base e renovar o público de forma constante, sem cair na "mesmice". Nesse contexto, estudar hábitos de consumo e preferências da própria base de jogadores se torna uma tarefa diária.

O PUBG Mobile conta com duas músicas exclusivas no Brasil - uma com Mc Maha, outra com Jerry Smith, em comemoração aos três anos do jogo. O aniversário do game, inclusive, foi celebrado em um evento ao vivo - em ação que contou até mesmo com comerciais durante o Big Brother Brasil no canal Multishow. Imagine o número de pessoas impactadas diretamente por cada um desses movimentos.

A jogada mais genial, porém, na minha opinião, foi o lançamento do hambúrguer "Jogakin" - um sanduíche feito em parceria com a Taverna Medieval, lanchonete em São Paulo, em homenagem ao lançamento do mapa Karakin. Uma relação que pode não ser "automática" na cabeça de quem faz estratégias de marketing voltada aos games, mas que faz todo sentido e reforça o poder da indústria perante outros setores gigantes do entretenimento, como o próprio cinema.

Até aqui, tratamos de assuntos exclusivamente voltados à experiência casual, mas o cenário de eSports de PUBG Mobile também tem se mostrado forte. Além de trabalhar bem com influenciadores gigantes, como Flakes Power e Netenho, ainda há um forte impulso ao Brasil, com direito a torneios como o PUBG Mobile Club Open (PMCO) e a PUBG Mobile Pro League (PMPL). Mais um reforço para o poderio brasileiro nos games para dispositivos móveis.

Independentemente do jogo já ter se estabelecido como uma potência competitiva ou casual, cabe à publisher sempre estudar as melhores formas de atrair seu jogador. O gamer não tem só suas preferências quanto ao gênero do jogo ou a plataforma onde jogar. Tem também as práticas de alimentação, vestuário, e tantas outras vertentes do entretenimento... Saber disso pode ser um diferencial para superar a concorrência, cada vez mais intensa.

O sucesso de um game não se dá por acaso. Não basta ser "somente" interessante, acessível ou ter configurações perfeitas. O trabalho tem de ser a longo prazo, de maneira a fomentar a base de jogadores e fazer com que o título não vinha uma "montanha-russa", oscilando entre bons e maus momentos. O League of Legends, presente há mais de 10 anos de forma constante em âmbito mundial, é prova disso. Exemplos a serem seguidos, para o bem e para o mal, não faltam!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL