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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

RTX 3080 Ti é a prova: tecnologia faz muita diferença nos eSports

Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

06/06/2021 10h00

Em um ambiente profissional, nas competições de alto nível, todo e qualquer esporte depende de infra-estrutura para obter sucesso. Não é coincidência que, quanto maior e mais vitorioso o clube, melhores sejam suas instalações, equipamentos e meios de produção. Com o esporte eletrônico não é diferente. Às suas diferentes maneiras e com suas mais variadas exigências, os games demandam equipamentos cada vez mais potentes e capazes de elevar a jogabilidade a um outro nível.

Não entenda mal: isso não quer dizer que não é possível desfrutar de uma boa experiência jogando com um computador ou com um celular menos equipado. Cada game tem seu nível básico de necessidades. Porém, não há como discutir: especialmente para o PC, contar com maior estrutura dá diversas vantagens - de definição, tempo de reação, entre tantos outros fatores. O lançamento da GEFORCE 3080 Ti, tão difundido nesta semana, é um bom ponto para esta discussão.

É evidente que, se falamos de experiência casual, uma placa de vídeo desse calibre acaba destinada a quem tem poder aquisitivo condizente à experiência máxima que um gamer pode desfrutar. A NVIDIA, fabricante do modelo, sabe disso. Para um profissional, porém, em um futuro próximo, nos jogos que exigem o máximo do potencial gráfico, contar com tal reforço pode ser a diferença entre vencer ou perder - em caso de um confronto de habilidades equiparadas.

"Mesmo que nos jogos competitivos você já atinja uma alta taxa de FPS com placas mais fracas, uma placa mais potente te ajuda a baixar ainda mais a latência do sistema. Um jogo como o Rainbow Six, que é relativamente fácil atingir 240 ou 360 FPS, se você tem placa para mais que isso, consegue baixar ainda mais a latência. Estamos falando de um cenário pro player, onde um milissegundo faz a diferença entre acertar um headshot, ganhar ou perder um campeonato. É o topo do topo do competitivo", explicou Alexandre Ziebert, gerente de marketing técnico da NVIDIA para a América Latina.

A declaração de Ziba, como é conhecido o profissional, é a prova de que, cada vez mais, as organizações de esportes eletrônicos e também os jogadores precisarão se manter alinhados com o que a tecnologia oferece nos dias atuais. É impressionante pensar que, muitas vezes, uma placa de vídeo pode ter um poder tão grande que não haja, por exemplo, um monitor à altura do desempenho dela para reproduzir na tela as suas especificidades técnicas.

É uma lógica semelhante à dos consoles, mas muito mais dinâmica. A cada lançamento de um novo Xbox ou Playstation, qual a principal pergunta dos fãs? "O que vai ter de tão diferente agora em relação ao anterior, se já havia jogos tão perfeitos?". Pois é, sempre há espaço para melhorar. E no caso dos computadores, com a lógica dos upgrades constantes, isso se torna praticamente uma rotina obrigatória para quem quer competir sem ser prejudicado.

Ainda não há previsão de preço, mas uma coisa é certa: cada vez mais, o lema "Frames win games" ("Frames [quadros de vídeo] vencem jogos", em tradução livre), utilizado pela empresa, faz sentido. Resoluções altíssimas, renderizações avançadas e um desempenho gráfico absurdo. Fazendo uma analogia com o futebol, seria o mesmo que jogar com a chuteira mais leve do mercado, o uniforme mais confortável e no gramado mais bem cuidado. A nível profissional, fará, e muito, a diferença.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL