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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

História e cultura: games podem ser aliados educativos

Battlefield - Divulgação/Microsoft
Battlefield Imagem: Divulgação/Microsoft
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

08/04/2021 09h00

A pandemia do coronavírus fechou escolas, quebrou o planejamento de anos letivos e tornou o processo de aprendizagem um desafio para professores, alunos e quaisquer outros profissionais envolvidos na Educação.

Aula à distância, dependendo de internet, ausência de barulho e diversos outros fatores, torna tudo mais difícil. Em História, há uma dica interessante: jogar. Sim, há muitos games que ensinam de forma didática e prendem a atenção.

Comecemos por um dos assuntos mais densos de todos os tempos: a Segunda Guerra Mundial. Aconteceu entre 1938 e 1945 e até hoje continuam surgindo novas descobertas, estudos e análises sobre o período tão tenso da humanidade. Nos games, não é diferente. Títulos continuam a explorar, de maneira cada vez mais aperfeiçoada, o tema. Que o diga a franquia Call of Duty - um sucesso absoluto de público há muitos anos.

CoD virou uma modalidade de sucesso no esporte eletrônico - especialmente nos Estados Unidos. Distribui milhões de dólares ao cenário competitivo e, ao mesmo tempo, se preocupa em dar aula (com o perdão do trocadilho) no que diz respeito a gráficos, interações e formas imersivas - para que o jogador não só troque tiros, como em qualquer FPS, mas sinta, de fato, a adrenalina de um front, reproduzido na tela à sua frente.

Russos, americanos, japoneses, britânicos... É possível vivenciar vários cenários e entender melhor, de fato, sobre aquele momento. E com contexto: se muitas vezes o assunto parece denso demais para as muitas linhas de um livro didático, os motores gráficos cada vez mais potentes das desenvolvedoras tentam facilitar a projeção de períodos históricos que para sempre serão estudados nas salas de aula do Brasil e do mundo.

Esses games, que vão desde o Medal of Honor (aqui, a galera da época de Playstation 1 e 2 vai vibrar comigo) até os mais modernos de hoje, como a maravilhosa franquia Battlefield, só reforçam como jogar pode ser ainda mais didático do que outros elementos de entretenimento já trabalhados em salas de aula, como os filmes, por exemplo. É mais interativo, mais real e permite prestar atenção a muito mais detalhes.

Não se trata de diminuir o Cinema, mas a oportunidade que os games dão, neste sentido, é maravilhosa. E se torna um grande escape em meio aos tempos que vivemos atualmente, onde tudo se dá dentro de casa e de forma adaptada. O que dizer de Assassin's Creed, uma obra-prima da Ubisoft, capaz de transportar o player para a Roma Antiga ou para o frio dos países nórdicos em um piscar de olhos?

Assassin's Creed Odyssey - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Juntar o útil ao agradável e criar novas formar de educar é sempre um caminho interessante. É um fato comprovado que consumir games, jogando ou assistindo, dentro de uma medida adequada, traz benefícios como aumento da coordenação motora e da capacidade de raciocínio. Estudar não precisa ser uma tarefa chata: basta equilibrar elementos que atraiam a atenção e sejam funcionais. E se você já joga títulos que trazem o aspecto histórico: observe cada detalhe. Você certamente aprenderá algo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL