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Wild Rift mostra Riot desafiadora e empenhada em inovação

Wild Rift - Riot Games/Divulgação
Wild Rift Imagem: Riot Games/Divulgação
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

30/03/2021 09h00

O mercado de jogos mobile ganhou um importante novo capítulo no Brasil nesta segunda-feira. A Riot Games lançou oficialmente o Wild Rift - versão adaptada de League of Legends para dispositivos móveis. O esporte eletrônico mais popular do planeta agora não só atingirá novos públicos, como se tornará ainda mais acessível e "espalhará a palavra" por todos os cantos. Sem dúvida, a concorrência já deve estar de olho: a publisher nunca entra no jogo para brincadeira, e certamente não será diferente agora.

Os primeiros passos da Riot no mobile foram discretos e com a parcimônia de quem sabe chegar com humildade ao pisar em novos terrenos. Primeiro, foi lançado o Teamfight Tactics - uma espécie de "xadrez do LoL", autobattler - em versão para celulares. Depois foi a vez do Legends of Runeterra, o card game baseado na história do game. Agora, um passo para bater de frente com gigantes: o Wild Rift amplia a gama da empresa e representa um movimento estratégico.

Há menos de um ano, vimos a Riot entrar o mercado dos FPS com o VALORANT e, em poucos meses, transformá-lo em modalidade de esporte eletrônico com popularidade mundial - atingindo as maiores organizações e atraindo interesses do cenário competitivo por todos os lados. Com o Wild Rift não será diferente: o League of Legends será ainda mais popularizado, mas o game para celulares terá uma vida própria, sem dúvida.

As primeiras movimentações já dizem muito sobre o jogo. A escolha de Victor "Coringa", figura extremamente popular da LOUD, para a propaganda oficial do Wild Rift não é à toa. A Riot sabe o tamanho que ele e a Tropa têm no que diz respeito ao mobile. O mesmo vale para a Los Grandes, que não perdeu tempo e já anunciou sua entrada na novidade. A disputa com o Free Fire já nasce enorme - especialmente no Brasil.

Não tenho dúvidas de que novidades sobre o cenário de Wild Rift surgirão rapidamente e que o ecossistema do jogo se desenvolverá por si só. Outro bom indício do olhar especialista da Riot, de quem sabe que vai buscar outras camadas de público, é o anúncio de um evento em parceria com a Nimo TV - plataforma, esta, alicerçada fortemente sobre os títulos para dispositivos móveis. O desafio será converter os milhões de downloads em milhões de espectadores.

O cartão de visitas da publisher é uma expertising de 10 anos no mercado e um tratamento com o próprio produto que serve de exemplo para o mercado. Diferente do VALORANT, um FPS, novidade total para a empresa, o MOBA foi, por muito tempo, uma realidade única e bem polida. Conquistar os fãs do mobile, casual e competitivamente, será um processo interessante de acompanhar. Estaremos de olho - e com o celular em mãos!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL