PUBLICIDADE

Topo

GGWP

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Do Brasil a Singapura: Mundial traz novo passo do Free Fire

Mundial Free Fire - Divulgação/Garena
Mundial Free Fire Imagem: Divulgação/Garena
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

25/03/2021 09h00

A pandemia do coronavírus segue castigando o Brasil com milhares de mortes e notícias que nenhum de nós gostaria de ler. Todos os dias. Em meio ao caos sanitário e ao descaso de quem deveria zelar pelo bem-estar da população, o esporte é o que nos move e nos faz ter esperança de dias melhores. A má gestão de uma questão tão séria, obviamente, traz efeitos também ao cenário competitivo de games. Um exemplo é o Mundial de Free Fire - que originalmente ocorreria no Brasil, no ano passado, e foi transferido para Singapura, em maio deste ano.

- Sabemos o quanto a World Series é esperada por nossos fãs e atletas, então temos trabalhado em conjunto com as autoridades para garantir que daremos a eles o maior torneio de Free Fire que já fizemos. A segurança tem sido e continuará sendo nossa prioridade na realização do evento - disse Justin Lye, gerente global de eSports da Garena.

Você pode até não se lembrar, mas o atual campeão mundial de Free Fire é brasileiro. Sim, o Corinthians, que venceu de forma emocionante no Rio de Janeiro, lá em 2019. Parece distante, mas nosso país manteve, ao longo de todo esse período, a relevância que se espera dele no Battle Royale que mais diversificou o público dos eSports. E um nome, que você certamente conhece, segue como o rei desse jogo em qualquer lugar do planeta.

Bruno "Nobru" Goes. Tal qual um "Rei Midas" do cenário competitivo, o jovem parece ter a capacidade de transformar em ouro tudo o que toca. Após o sucesso com o Corinthians, investiu na criação da Fluxo, ao lado do parceiro Cerol, e já garantiu o título da LBFF 4 e um posto no próximo Mundial. Certamente, será a alegria e o incentivo de tantos fãs que estão trancados em casa, devido às restrições da pandemia, torcendo pelo Brasil.

- Tem que respeitar. É um mês dessa organização aqui junto com o Cerolzera e a molecada - desabafou o jogador, durante a transmissão oficial, após o título.

Nesse ano, o torneio terá a participação de 22 times de 14 regiões: além do Brasil, estarão presentes Singapura, Bangladesh, Vietnã, Índia, América Latina, Rússia, Paquistão, Europa, Tailândia, Indonésia, Taiwan, MCP (Malásia/Camboja/Filipinas), MENA (Oriente Médio e Norte da África). Uma competição realmente global, na qual nossa força nacional é capaz de mostrar a força e expressão.

- Quando o assunto é eSports, a Garena sempre se esforça para encantar o mundo com conteúdo competitivo e engajador. Mas a segurança vem em primeiro lugar - a empresa irá garantir que todos os protocolos de segurança e políticas de viagem sejam cumpridos durante todas as atividades da competição. Para isso, a Garena está trabalhando em conjunto com o Conselho de Turismo de Singapura (STP) na organização da FFWS 2021 SG. Além disso, conta com a colaboração de especialistas da indústria e algumas organizações, como a Associação de Esportes Cibernéticos e Jogos Online de Singapura (SCOGA) - escreveu a produtora.

Em geral, é louvável ver como as publishers têm se mobilizado para fazer com que campeonatos mundiais aconteçam, mesmo tendo de seguir diversas restrições impostas pela situação que vivemos. É uma pena que, assim como o Major de CS:GO, previsto para 2020 no Rio de Janeiro, o Mundial de Free Fire também não aconteça no nosso país. Temos potencial, público e audiência para isso. Chegará a hora certa!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL