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PUBG completa quatro anos como um precursor sempre em busca de novidades

PUBG Quatro Anos - Divulgação/PUBG Corp
PUBG Quatro Anos Imagem: Divulgação/PUBG Corp
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

23/03/2021 09h00

O gênero Battle Royale já se consagrou no mercado de games e esportes eletrônicos. Que o digam as cifras distribuídas no Fortnite, os números assombrosos de audiência do Free Fire, o sucesso imediato de Call of Duty: Warzone... Nesse contexto, um nome que fez toda a diferença na construção dessa história e que foi um verdadeiro marco para os jogos de sobrevivência completa quatro anos - o PlayerUnknown's Battlegrounds (PUBG).

O game se fez presente "quando tudo era mato" para os Battle Royale. Vendeu 18 milhões de cópias nos primeiros oito meses, mesmo com as configurações consideradas exigentes para os jogadores de PC. Foi para o Xbox One. Virou modalidade de esporte eletrônico. Adaptou-se ao ecossistema econômico e competitivo, ganhando uma versão Lite Fez muita história ao longo desse tempo.

A capacidade de adaptação, aliás, tornou-se um trunfo do game. Os dados levantados pela consultoria Sensor Tower em janeiro deste ano dizem muito: PUBG Mobile arrecadou US$ 2,6 bilhões e foi o jogo com maior receita de 2020 entre os títulos para dispositivos móveis. Olhar para os celulares e entender como se inserir nessa receita não é para qualquer publisher. O projeto demanda inteligência e atenção.

Elementos de cultura pop, desenvolvimento gráfico, grande variedade em skins e modos de jogo... O PUBG sempre olhou para o fã de modo especial e, diante da concorrência, soube se atualizar sem perder sua essência. Moldou bem o competitivo para que ele fosse, de fato, global - sem que uma única região destoasse muito das outras. O aniversário de quatro anos é uma prova de como a publisher dá atenção à comunidade - com vídeos, eventos e uma edição especial do "Quebra-Pau", torneio reunindo parceiros do Brasil e da América Latina.

- 2020 foi um ano incrivelmente especial para nós e estamos expandindo em todos os aspectos, com um ecossistema amador e profissional, mas isso foi só o começo. Temos grandes ambições de nos tornarmos um esports do tier 1 e ficar lado a lado com os principais jogos do mundo, não só competir com outros jogos mobile - disse o diretor global de eSports do PUBG Mobile, James Yang.

E você, o que acha? Levando em conta o que foi apresentado até aqui, sonhar em brigar com os maiores esportes eletrônicos do mundo não parece uma utopia para o PUBG. Obviamente, há que se levar em conta o tempo de caminhada de outros jogos, como League of Legends e Counter-Strike: Global Offensive, por exemplo, mas um projeto ambicioso e diferenciado em diversos fatores é o primeiro passo neste sentido, sempre.

O mercado de esportes eletrônicos é um dos que mais se adapta rapidamente no planeta. Lançamentos, em questão de meses, podem ultrapassar títulos tradicionais com décadas de trajetória. É impossível prever. No entanto, saber como as coisas evoluem e o que pode funcionar como inovação no mercado é uma arma para qualquer publisher. Entre incógnitas e apostas, já sabemos que o Battle Royale é um sucesso. A batalha continua!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL