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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Starcraft II: como um dos primeiros eSports se mantém forte 10 anos depois

Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

14/03/2021 09h00

Qual foi o game precursor dos esportes eletrônicos no mundo? Quem começou esse movimento tão revolucionário, que passou de simples diversão a um mercado extremamente promissor e fonte de tantos empregos em questão de poucos anos? Não é exagero dizer que Starcraft, um RTS (real time strategy - "estratégia em tempo real", em tradução livre) de sucesso, foi o primeiro grande passo rumo ao que hoje conhecemos como os esports. E tem brasileiro bom nisso, viu?

No começo dos anos 2000, quando "tudo era mato" para os esportes eletrônicos, o Starcraft, produzido pela Blizzard com uma temática de ficção científica, já criava um contexto na Coreia do Sul, com campeonatos disputados em grandes arenas esportivas e televisionados por canais de televisão. A aposta de Diego "Kelazhur", maior referência brasileira no jogo, é que o game continuará relevante nos próximos anos.

- Internacionalmente creio que o SC2 vai continuar firme e forte até 2023, que é a validade do contrato da ESL com a Blizzard. O que acontecerá depois disso ainda é uma incógnita, mas pelo fato de Age of Empires 4 ser o único grande RTS a ser lançado em vista, não é tão improvável a ESL decidir continuar com Starcraft 2. Ainda é um jogo bem popular!. Já no cenário Brasileiro, o SC2, depois de 11 anos, volta a crescer com os esforços do nosso narrador favorito Cosmossc2 e com as minhas streams voltadas pro público BR - 11h da manhã diariamente! - afirmou, em entrevista ao GGWP.

Kelazhur é figura carimbada nas competições internacionais mais importantes de Starcraft II há uma década. É o nome que vem à mente dos fãs de esportes eletrônicos quando se fala do game em qualquer contexto. E, acima de tudo, um grande embaixador da tradição. O pro player acredita que, muitas vezes, os fãs não dão chance a um título tão tradicional por pura desinformação em relação a quão divertida e inclusiva pode ser essa experiência.

- Muitas vezes são mencionados fatos meio desatualizados: Que SC2 não é de graça, que é muito difícil de aprender, que não tem uma quantidade de jogadores muito grande no Brasil. São todos fatores que já não existem mais, e é algo que precisa ser comunicado pros fãs de esports que tem medo de começar a jogar um jogo com mais de 10 anos de vida. Apesar da galera preferir shooters e MOBAs no geral, é da minha opinião que o RTS ainda tem espaço no coração da galerinha e só falta fazer mais conteúdo voltado pra ajudar eles a entrar - disse.

Assim como o Starcraft II é sinônimo de esports, quem também nos remete imediatamente ao assunto é a Team Liquid. Muitos brasileiros já têm a organização como sua equipe favorita no planeta, especialmente pelos esforços em Rainbow Six Siege, Free Fire e Fortnite, mas Kelazhur é um representante da tradição com o uniforme da Cavalaria. Alguém que sabe a importância de vestir esse manto.

- É sempre um orgulho vestir o manto do cavalo azul. Todos conhecem a Team Liquid como referência mundial em qualquer esports, e no SC2 eles são 100% a organização mais antiga em existência. Ser convidado a participar da line-up é uma grande honra, e acho que ajuda a criar um pouco mais de visibilidade na comunidade BR sobre esse jogo que não vai acabar nunca - afirmou o jogador.

Kelazhur - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Kelazhur Starcraft II
Imagem: Reprodução/Twitter

Gostando ou não de jogos RTS, vale a pena, no mínimo, ler e se informar sobre o quanto Stacraft foi pioneiro e revolucionário não só para os esports, mas para a Coreia do Sul como um todo, em um momento de crise financeira para o país, ajudando a promover uma verdadeira transição na força da tecnologia. O momento em que os games deixaram de ser apenas "joguinhos" para se tornarem o que são hoje.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL