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Como Pokémon GO faturou mais de R$ 5 bilhões em 2020?!

Pokémon GO foi o segundo jogo mobile mais baixado no Brasil em 2020 - Divulção/Niantic
Pokémon GO foi o segundo jogo mobile mais baixado no Brasil em 2020 Imagem: Divulção/Niantic
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

08/11/2020 09h00

Um dos jogos mais badalados para dispositivos móveis desde 2016, Pokémon GO viveu diversos altos e baixos ao longo dos últimos anos, mas segue firme e forte —mais do que muitos podem imaginar.

Um estudo divulgado pelo Sensor Tower dá conta de que o game arrecadou US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões) somente em 2020. O que mais chama a atenção é o fato de isso ter acontecido em meio à pandemia do coronavírus, levando em conta a mecânica do título —que envolve movimentação por parte do jogador por diferentes ruas e ambientes.

Assim que foi lançado, Pokémon GO rapidamente atingiu o sucesso ao aliar a nostalgia de uma das franquias mais icônicas da história do entretenimento (não só nos games, mas no anime, mangá, em diversas outras iniciativas comerciais...) a uma gameplay inovadora, com realidade virtual e, de certa forma, estimulando atividades físicas e movimentação por parte dos seus jogadores.

Um formato que acabou "cansando" alguns jogadores, mas que se manteve firme por meio de inovações da produtora Niantic.

Foram implementadas diversas formas de jogar de casa em meio à pandemia —fosse completando missões à distância ou ganhando bônus grátis diários, por exemplo.

Uma criativa manobra pela sobrevivência por parte dos idealizadores do game. Não à toa, mesmo com tantas restrições e impedimentos, quando pareceria óbvia uma queda, o que aconteceu foi o aumento de 30% na arrecadação em relação ao ano passado.

Pokemon para miolo do texto - Divulgação/Niantic - Divulgação/Niantic
Realidade aumentada é um dos principais trunfos de Pokemon GO
Imagem: Divulgação/Niantic

O maior mercado do Pokémon GO hoje são os Estados Unidos —com US$ 1,5 bilhão em vendas, seguido por Japão, berço dos monstrinhos, e pela Alemanha. Foram 600 milhões de downloads do game neste ano, sendo o Brasil o vice-líder neste quesito, com 65,2 milhões.

Mais uma prova de que a pergunta "Quem joga Pokémon GO em 2020?" está repleta de desinformação —incluindo o contexto nacional. Os atrativos ainda são muitos.

É evidente que não podemos tomar por base a imagem de empolgação do lançamento, há quatro anos. Muita coisa mudou.

Os constantes updates, aumentando a interação entre os treinadores e as missões disponíveis para os adeptos, se tornaram um trunfo do game —que absorveu bem o feedback da comunidade, ainda que não com a velocidade esperada, e fez com que o marasmo não tivesse mais vez em meio às atualizações.

Pokémon atravessou gerações e tem fãs de todos os tipos. Os mais antigos, que se apegam única e exclusivamente aos 150 primeiros monstrinhos. Os atuais, que contam com quase 900 nomes.

E diversas formas de integrá-los. O GO achou uma boa fórmula para isso: especialmente o fato de ser mobile, com uma baixa curva de aprendizado e mecanismos amigáveis para qualquer idade. Um mérito de quem soube moldar o jogo de acordo com o que pede o contexto atual.