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Nova MiBR: jogaço contra Astralis faz o "brasileirinho" vibrar novamente

Nova formação do MIBR no CSGO. Time estreou na BLAST Premier com vsm, LUCAS1, kNg, cogu (treinador), leo_drk e trk - Divulgação/MIBR
Nova formação do MIBR no CSGO. Time estreou na BLAST Premier com vsm, LUCAS1, kNg, cogu (treinador), leo_drk e trk Imagem: Divulgação/MIBR
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

03/11/2020 09h00

A MiBR viveu a pior fase de sua história em 2020. Derrotas para times inexpressivos do cenário competitivo de Counter-Strike: Global Offensive, problemas administrativos, desmanche da equipe mais simbólica do FPS brasileiro... Nesta segunda-feira, porém, a organização voltou a provar como conta com uma base fidelizada de fãs e desperta paixões nas piores e nas melhores situações.

Em sua primeira partida oficial com a nova escalação, o time brasileiro encarou logo os dinamarqueses da Astralis, time número 1 do mundo, e surpreendeu: mostrou um jogo de alto nível, venceu um mapa e deu muito trabalho nos outros dois. Apesar da derrota por 2 a 1, a equipe fez, mais uma vez, o "brasileirinho" voltar a vibrar.

Derrota à parte, a MIBR atraiu mais de 300 mil espectadores ao "alambrado" da Tribo de Alexandre "Gaules" - que recebeu o próprio FalleN como um dos comentaristas. A BLAST Premier viu seu recorde de público ser quebrado pela presença da equipe brasileira diante da Astralis - fato este, reconhecido pela própria equipe europeia. Mais um dos inúmeros indicativos da relevância não só do CS:GO para o país, mas do tamanho da MIBR para os torcedores.
Não se trata, aqui, de se conformar com resultados negativos e achar que a base de apoio é, por si só, suficiente para seguir em frente. Porém, trata-se de um ótimo recomeço. A MIBR teve pouquíssimo tempo de treino na Europa, mas pelo que pudemos acompanhar por meio dos registros dos profissionais, aproveitou cada segundo de preparação, de olho em provar o quanto a camisa é digna de respeito, estando em boa ou má fase. O significado para cogu, campeão da histórica ESWC 2006 pela equipe, ainda no CS 1.6, é multiplicado.

São poucas as organizações de eSports que têm, por si só, um apelo fortíssimo para atrair torcedores, independentemente de jogadores. Ainda é difícil construir essa imagem. A MIBR o fez. Não só pelo trabalho que remonta ao início dos anos 2000, passando por várias e diferentes fases, mas pela marca de força ímpar - cuja história é contada por Gaules, parte integrante da trajetória de diversas formas.

Vencer e voltar a brigar pelo topo será consequência do trabalho - especialmente a médio e longo prazo. O que todos os fãs queriam ver novamente era a MIBR competindo. Ao disputar ponto a ponto na Vertigo, com direito a prorrogação, vencer na Nuke, mapa historicamente muito bem trabalhado pela Astralis, a equipe brasileira acendeu de novo uma esperança que, pancada após pancada em 2020, parecia apagada. O torcedor merecia. Que seja só o início de um novo e feliz capítulo. O hype, definitivamente, está de volta.