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A importância do trabalho sério da FURIA para o CS:GO brasileiro

Brasileiros da FURIA conquistaram o IEM Nova York 2020 e subiram para o terceiro lugar do ranking global de Counter-Strike - Divulgação/FURIA
Brasileiros da FURIA conquistaram o IEM Nova York 2020 e subiram para o terceiro lugar do ranking global de Counter-Strike Imagem: Divulgação/FURIA
Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

22/10/2020 10h30

Principal time brasileiro de Counter-Strike: Global Offensive atualmente, a FURIA atingiu sua melhor posição da história no ranking mundial desenvolvido pela HLTV —site que é referência para o cenário competitivo do game.

Terceira colocada, atrás apenas de Astralis e Heroic, a representante nacional, que conquistou a versão norte-americana da IEM New York no último fim de semana, é a prova de que trabalho sério e pensado a longo prazo traz resultados no esporte eletrônico, independentemente da modalidade.

Fundada em 2017, sob a batuta de Jaime Padua e André Akkari, a FURIA sempre teve o CS:GO como seu carro-chefe —embora também desenvolva um projeto competente em outras modalidades, como League of Legends, Free Fire e Rainbow Six Siege, mas com contextos diferentes e resultados menos expressivos. Aqui, porém, vamos além de vencer ou perder, aprofundando em como uma equipe pode ser o orgulho de um país de diversas formas.

Na contramão de um projeto mal conduzido pela MIBR, ainda que com uma das marcas de maior potencial da história dos eSports em mãos, a FURIA trabalhou. Com grandes talentos em mãos, mas com uma narrativa a ser desenvolvida, "cercou" os fãs brasileiros com conquistas e jogadores que empolgam por performances cada vez mais maduras e destemidas diante de todas as grandes organizações do CS:GO mundial. Os frutos estão sendo colhidos.

Grande desenvolvimento da marca a nível mundial, patrocínios gigantescos (como a fornecedora esportiva Nike), criação de conteúdo cada vez melhor... A FURIA segue à risca a cartilha de como qualquer equipe esportiva, não só no âmbito eletrônico, precisa se portar profissionalmente para obter o sucesso. O equilíbrio entre imagem e resultados é evidente, e o CS:GO brasileiro agradece por isso. Estamos bem representados.

Nas próximas semanas, a organização inicia um novo desafio, agora no cenário competitivo europeu. Única equipe sediada na América do Norte no Top 5, a FURIA tentará provar seu valor na disputa da BLAST Premier Fall Series 2020. A estreia acontecerá contra a G2 - no dia 2 de novembro. Posicionada no Grupo C, a equipe terá pela frente, posteriormente, Astralis ou a compatriota MIBR - vencedores encaram vencedores, e perdedores encaram perdedores, em uma chave com upper e lower bracket.

O CS:GO, em geral, terá um grande desafio em 2021. Com a ascensão do Valorant, cujo cenário estará respaldado pela experiência da Riot Games, o jogo da Valve precisará, mais do que nunca, da fidelização dos seus fãs e de motivos que atraiam os torcedores a assistir às partidas. Para o brasileiro, a FURIA pode ser esse motivo. Ver o Brasil voltar ao topo do mundo no Counter-Strike seria de um impacto maravilhoso para os eSports e nosso mercado em geral.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.