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OPINIÃO

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Rise of the Tomb Raider entrega aventura maior e mais bonita que a original

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Imagem: Divulgação

Claudio Prandoni

Do UOL, em São Paulo

09/11/2015 18h01

"Rise of the Tomb Raider" faz o que se espera, entregando uma aventura ainda maior, mais bonita e envolvente, evoluindo todos os aspectos do game original. Trechos lineares cheios de ação ao estilo "Uncharted" mais uma vez são intercalados por grandes áreas com diversos itens e segredos para encontrar. Esses 'extras' ajudam Lara a evoluir habilidades e equipamentos para deixá-la mais poderosa e capaz de acessar mais lugares.

A trama clichê serve de palco perfeito para o carisma de Lara Croft brilhar mais uma vez (ainda mais agora, com ótima dublagem de Fernanda Bullara), dando vida e personalidade a uma trama com personagens e situações previsíveis.

Por sua vez, as tumbas são dos pontos mais altos de "Rise", oferecendo cenários lindos com enigmas elegantes, desafiando sem menosprezar a inteligência de quem joga - como tanto acontece em games mais atuais. De fato, as tumbas são tão legais que poderiam muito bem aparecer mais na história principal, não apenas como missões opcionais, substituindo os genéricos tiroteios contra inimigos.

A exemplo do episódio passado, "Rise" apresenta modalidades multiplayer que pouco acrescentam, oferecendo disputas com modificadores personalizáveis que servem como questionável alternativa para a jornada principal - a aventura é tão variada, divertida e bem acabada que deixa o multiplayer um tanto quanto pálido e sem graça.

Introdução

Em 2013 o reboot da série "Tomb Raider" entregou uma aventura excelente, cumprindo todas as promessas, superando expectativas e estabelecendo tanto uma nova identidade para a querida e popular Lara Croft quanto um universo rico em mistérios e aventuras para ela encarar.

O sucesso trouxe a já esperada sequência na forma de "Rise of the Tomb Raider", que dispensa o estilo 'história de origem' do título anterior e foca em mostrar Lara como uma aventureira resoluta e em formação.

"Rise" mantém a fórmula atual da franquia, com cenários exuberantes, cenas repletas de ação e áreas diversas para explorar, com muitos itens escondidos.

Pontos Positivos

Cenários

Como manda a cartilha dos bons jogos de aventura, "Rise of the Tomb Raider" apresenta cenários magníficos. Predominam florestas com neve e geleiras, mas há espaço também para ambientes internos, como templos variados e minas claustrofóbicas.

Quando não é a grandiosidade, chamam atenção os detalhes. Ruínas antigas cheias de vegetação e poeira, crânios encrustados na pedra que caem conforme Lara escala a parede e neve que deixa rastros como a moça abre caminho em meio ao frio.

Rise of The Tomb Raider 1 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Explorar "Rise of the Tomb Raider" é um deleite visual envolvente, que deixa a aventura mais interessante e intensa, explorando muito o potencial gráfico superior dessa primeira aventura de Lara efetivamente projetada para os hardwares atuais - e não uma remasterização.

Lara Croft

Tal como aconteceu no reboot, em 2013, a aventureira rouba o show para si. Muito mais madura e segura de suas habilidades e objetivos, Lara aparece como uma personagem crível e fácil de se apegar. Em vez de apanhar a aventura inteira, a exemplo do jogo passado, ela encara os perigos de frente, mesmo quando tem medo.

Suas motivações também são fáceis de entender: após viver tantas perdas pela vida, Lara se apega à memória do pai e o tesouro histórico que ele tanto buscava, o legado de um tal Profeta, que seria, supostamente, uma fonte que concede vida eterna.

Na edição original a atriz inglesa Camilla Luddington mais uma vez empresta sua voz para a senhorita Croft, com grande competência, mas é bacana ver como desta vez a heroína também fala português, muito bem interpretada por Fernanda Bullara. Não só ela como todo o elenco brasileiro do game faz ótimo trabalho, valorizando muito o próprio trabalho e a altíssima qualidade do game.

Tumbas de desafio

Relegadas ao segundo plano no título anterior, as tumbas de desafio voltam com muito mais destaque em "Rise" - afinal, está no próprio nome da série que o lance é explorar tumbas. Numerosas e variadas, elas apresentam desafios bem mais elaborados e complicados do que a aventura normal, geralmente envolvendo manipular elementos diversos do ambiente, como pêndulos gigantes, manivelas, correntezas de água e muito mais.

Rise of The Tomb Raider 2 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Melhor ainda, os prêmios desses desafios são muito bons, concedendo habilidades muito úteis para Lara Croft e não apenas evoluções de seus equipamentos e poderes iniciais. Vale a pena dedicar algumas horas de exploração paralela para encarar as tumbas e evoluir Lara. Para ser bem sincero, a qualidade é tamanha que não seria de se estranhar que, em uma inevitável sequência de "Rise", elas tenham mais destaque.

Pontos Negativos

Combates

Enquanto as opcionais explorações de tumbas e trechos de plataforma da aventura principal são excelentes, o mesmo não se pode dizer dos combates, que pontuam muitas partes (talvez até demais) da aventura principal - ou seja, são obrigatórios.

Ainda que o arsenal de Lara seja bem variado, oferecendo recursos para situações diferentes, como combates à distância, de perto ou contra grupos numerosos e afins, tudo soa um tanto quanto genérico. Saber se esconder atrás de caixas ou apelar para a esquiva e depois descer o chumbo é o bastante para vencer praticamente todo tipo de inimigo.

Mesmo as poucas oportunidades de agir de forma sorrateira são simplórias, com inimigos que parecem fazer vista grossa aos movimentos de Lara e se movem de forma sugestiva, se isolando dos colegas em cantos aleatórios esperando pelo ataque da menina. Talvez tenhamos ficados mal acostumados com o stealth envolvente de "Metal Gear Solid V: The Phantom Pain", mas essa parte em "Rise" pende mais para o tosco do que para o simples mesmo.

Rise of The Tomb Raider 3 - Divulgação - Divulgação
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Ao menos há incentivos para ser preciso e sorrateiro o máximo possível na forma de bônus nos pontos de experiência adquiridos.

Sinceramente, em um próximo "Tomb Raider" gostaria de ver as tumbas de desafio assumindo o posto de trechos obrigatórios da aventura e as sequências de tiroteio (ou ao menos a maioria delas) convertidas em atividades opcionais.

Nota: 9 (Excelente)

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL