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Postal 2: Share the Pain

18/08/2004 18h57

"Postal" foi um daqueles jogos que conquistou a atenção da mídia com doses cavalares de violência sem justificativa. Você controlava o "Postal Dude" (referência a uma gíria americana de funcionários dos correios que ficam loucos e saem matando pessoas) em diversas fases de simplesmente atirar em qualquer pessoa que aparecesse na sua frente durante um dia de fúria. O game foi proibido no Brasil há alguns anos, mas depois de mais de um ano de seu lançamento original, a continuação marca a estréia da série no país.

Agora totalmente em três dimensões e usando a tecnologia de "Unreal", os temas politicamente incorretos ganham proporções ainda maiores. O Postal Dude começa em seu trailer, na cidade estereotipicamente caipira de Paradise. Sua mulher pede que ele vá descontar um cheque e comprar leite no supermercado.

Se a vida real fosse assim...

Não demora muito para sacar a idéia: Paradise está cheia de pessoas chatas, longas filas, chefes desagradáveis e muito mais - todos esperando para serem baleados. jogadores podem se sujeitar a longas esperas e tratamentos degradantes... ou pegar uma pá, arma ou até abrir a braguilha e urinar nas pessoas para acelerar as coisas. Está realmente irritado? Pegue o tanque de gasolina, encharque a pessoa e acenda um fósforo.

O game oferece toda uma cidade virtual para ser explorada, com ruas repletas de pessoas que reagem a quase tudo que você faz. Você pode, por exemplo, chutar o cachorro que faz xixi em você no começo do game. Ele irá atacar você e todos cidadãos próximos - em pouco tempo algum caçador agressivo vai tirar seu rifle e começar a alvejar o seu nêmesis canino... aí é questão de alguns segundos para a polícia se envolver e matar o pistoleiro. Se você quiser, pode aproveitar a oportunidade para roubar sua arma. Lembre-se de não andar por aí com as calças abaixadas ou você será preso.

Desconte sua raiva no mundo virtual

Apesar de não oferecer carros como "Grand Theft Auto" (e uma cidade muito menor), o humor está espalhado a cada centímetro do mapa. Essas piadas estão desde cartazes com críticas à onda politicamente correta até comentários extremamente preconceituosos de outros personagens. Infelizmente, quando você começa a carnificina, é difícil parar. Ou você mata todos os policiais, ou acaba preso ou morto. Uma vez preso, você precisa escapar da cadeia - o que muitas vezes é um processo chato e enrolado.

A opção multiplayer se esforça para ser divertida, mas o espírito do game simplesmente não funciona tão bem nesse tipo de cenário. Existe uma variedade decente de modalidades, mas certamente essa não será a parte mais utilizada.

Nota: 6 (Razoável)

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