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Ricardo Feltrin

TV paga no Brasil atinge menor nº de assinantes em uma década

Quadro desanimador: TV paga perdeu mais de 1 milhão de assinantes em 1 ano - iStock
Quadro desanimador: TV paga perdeu mais de 1 milhão de assinantes em 1 ano Imagem: iStock
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

03/05/2022 00h09

O encolhimento da TV por assinatura no Brasil (e no mundo), tudo indica, é um fenômeno irreversível.

Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) mostram que o Brasil terminou março com 13,3 milhões de assinantes de TV —100 mil a menos que em fevereiro.

Em um ano (março de 2021/ março de 2022), o serviço perdeu mais de 1 milhão de assinantes.

Os 13,3 milhões registrados em março representam a menor base de clientes desde 2012, quando havia 16,2 milhões de assinantes no país. Um ano antes (2011), eram 12,7 milhões.

Nem com "inflação"

No ano passado, o nº de assinaturas de TV foi "inflado" em 2,5 milhões, quando a Anatel passou a considerar os usuários do kit decodificador-antena nesse cálculo.

O problema é que a maioria dessas pessoas com kit nem sequer é telespectadora da TV paga: elas só veem canais abertos.

Agora a Anatel isolou esse número em seus cálculos: há 2,3 milhões de "TVs livres" hoje (perda de 200 mil).

A explosão do consumo de streaming, os altos preços cobrados pelas operadoras, bem como o péssimo serviço oferecido, além da crise econômica sem fim e o desemprego são causas para o encolhimento da base de assinantes.

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