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Ricardo Feltrin

Assista: Marcos Mion, o grande acerto da Globo em muitos anos

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

07/08/2021 13h05

Conforme o site "Notícias da TV" antecipou ontem com exclusividade, Marcos Mion assinou com a Globo e vai assumir os sábados à tarde da emissora a partir de 4 de setembro, no lugar de Luciano Huck (que vai para os domingos).

Depois de perder centenas de artistas, apresentadores e jornalistas de primeiro escalão, além de Fausto Silva, recentemente, pode-se afirmar que Marcos Mion é a grande "bola dentro" da Globo nos últimos anos.

Por quê? Bom, em primeiro lugar, pelo grande comunicador que é. Ponto.

Marcos Chaib Mion é um dos grandes apresentadores das últimas décadas e, do ponto de vista de talento e carisma, está no mesmo patamar que o próprio Huck —a quem vai substituir— ou de um Tiago Leifert, por exemplo.

Em segundo lugar, pelo público que Mion atinge diretamente: jovens, essa "espécie" praticamente extinta na TV aberta.

Ibope será um desafio

Sim, Huck com seu "Caldeirão" aparentemente tem um espectro de público mais amplo. Digamos, mais familiar.

Mas, erra quem duvidar que em pouquíssimo tempo Mion esteja falando com as mesmas famílias todos os sábados.

Já do ponto de vista do ibope, Huck sempre ficou ali na casa dos 14 ou 15 pontos em SP, a principal praça da publicidade.

Segundo a Kantar Media, cada ponto na região vale por cerca de 76 mil domicílios.

É muita coisa para os sábados, podem acreditar.

Esse será o grande desafio de Mion: obter marcas parecidas de audiência. Possibilidade de ter sucesso? Pessoalmente acho que muita.

Mais a cara da MTV que da Record

Curiosamente, Mion passou quase uma década na Record e não ficou com o estigma de "cara da Record".

Na verdade, parece que até hoje ele tem mais a cara da MTV que a da Record.

Provavelmente foi isso que o fez ser contratado pela líder de audiência para o segundo programa mais valioso na grade de entretenimento da casa. Não é para qualquer um.

Por fim, além de um acerto da Globo, a contratação mostra —mais uma vez— o grande erro que a Record cometeu ao dispensá-lo, independentemente do motivo, exceto insubordinação ou agressão verbal a superiores.

Com a TV aberta em plena decadência, com os jovens fugindo alucinadamente para a internet e o streaming, apresentadores como Mion são cada vez mais uma raridade.

Definitivamente, não se abre mão de gente assim.

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