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Ricardo Feltrin

Globo investiga autor de vazamento de vídeo de Christiane Pelajo

Christiane Pelajo no "Edição das 16h" - Reprodução / GloboNews
Christiane Pelajo no "Edição das 16h" Imagem: Reprodução / GloboNews
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

25/06/2021 03h33

Resumo da notícia

  • Âncora se irritou nos bastidores da TV em abril do ano passado
  • Vídeo nunca foi ao ar, mas vazou anteontem nas redes sociais
  • Em nota oficial, Grupo Globo diz que ela se desculpou com equipe
  • Emissora diz que caso foi superado, mas já "caça" o autor

O Grupo Globo afirmou anteontem em nota ao UOL que o caso do vídeo em que a âncora Christiane Pelajo ameaça abandonar o estúdio da GloboNews por falta de áudio (retorno) "já foi superado".

No entanto, assim como fez no caso do vazamento de outro vídeo, em 2017, com comentários racistas de William Waack no "Jornal da Globo", técnicos da casa iniciaram ainda na quarta-feira mesmo uma investigação interna para identificar o autor do novo vazamento.

Segundo a CGCom,. o vídeo não foi ao ar, mas fez a "festa" de bolsonaristas anti-Globo. E ele também causou reações extremadas e até ofensas à apresentadora em todo o espectro (político) nas redes sociais.

O caso envolvendo Christiane Pelajo aconteceu no dia 6 de abril do ano passado.

Segundo a emissora, já à época ela pediu desculpas aos colegas por sua reação e que o "caso foi superado". Era início da epidemia de coronavírus e os nervos estavam à flor da pele.

Além disso, um dia antes ela já havia ficado em uma situação difícil, ao vivo, devido à falta de áudio.

Um (a) âncora precisa ter "retorno" para saber quando uma matéria vai entrar, por exemplo; ou se deve cortar imediatamente uma reportagem qualquer para um repórter entrar ao vivo com informação urgente; ou então para saber o momento de um "break" comercial.

Tudo monitorado

Todas as instalações e estúdios da GloboNews —inclusive mesas de edição, computadores e servidores— são monitorados por câmeras e softwares que podem identificar —visual ou digitalmente— quem esteve aonde ou quem acessou o quê.

Esses mecanismos de segurança aumentaram, inclusive, devido ao caso Waack, quatro anos atrás.

Ou seja, é bem possível (ou provável) que a emissora consiga identificar quem foi o funcionário (ou ex-funcionário) que acessou e gravou o conteúdo do vídeo ilicitamente, e posteriormente o distribuiu.

Segundo a legislação vigente, o autor do vazamento pode, inclusive, ser processado pela empresa por "pirataria" e furto de conteúdo com direitos autorais.

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