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Ricardo Feltrin

Não passava pela cabeça voltar à TV, diz Carla Vilhena sobre CNN

Carla Vilhena estreia na próxima semana como âncora do "Visão CNN" - Reprodução/CNN Brasil
Carla Vilhena estreia na próxima semana como âncora do "Visão CNN" Imagem: Reprodução/CNN Brasil
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

30/10/2020 04h50

Carla Vilhena ficou quase três anos fora da TV, depois de passar mais de 20 deles consecutivamente na Globo —e nos mais diferentes postos.

De editora de imagens a repórter de rua; de âncora do "SPTV" ao "Fantástico"; do "Bom Dia São Paulo" a substituta na bancada do "Jornal Nacional" aos sábados, ela fez quase de tudo na emissora da família Marinho.

Aos 53 anos ela chega a uma nova fase, agora na CNN Brasil.

Além dela, só nos últimos dias a jovem emissora que tem apenas pouco mais de 7 meses contratou também Gloria Vanique e Márcio Gomes, da Globo.

Na próxima terça, Carla estará de volta à tela, à frente do telejornal "Visão CNN".

Bem-sucedida à frente de eventos e cursos de "media training", ela diz que não passava pela sua cabeça voltar à TV.

Mas voltou e na próxima semana certamente vai ter novamente um "friozinho na barriga".

"Quem não sentir isso, é porque morreu algo lá dentro."

Sobre a nova casa? "Estou no lugar certo."

Carla, foram quase três anos longe da TV e você está voltando como âncora ("Visão CNN", que estreia já na semana que vem). Agora você pode contar como foi o convite, e há quanto tempo você estava negociando com o canal?

Carla Vilhena - Foi realmente uma surpresa muito agradável para mim. O ano de pandemia veio trazer muitas dificuldades para todos, e eu não fui exceção.

Fiquei em isolamento desde março, com marido e filhos, e me dediquei a tornar esse período o menos sofrido possível, cuidando de todos em dedicação integral.

Nossos eventos estavam começando a ser retomados agora, na segunda metade de 2020.

Foi quando a CNN me chamou para integrar essa expansão e também participar do lançamento de novas divisões do grupo, como a de eventos e streaming, que me interessam muito.

Fora o orgulho de ser integrante do principal canal de notícias do mundo, um nome reconhecido aonde quer que eu vá.

Acho que não valeria a pena estar em um lugar que não fosse um acréscimo de peso no currículo.

É isso que estar na CNN representa para mim.

São quase 35 anos de profissão (desde que estagiou na Globo como editora de imagens). Ainda dá para sentir nervosismo?

Carla Vilhena - O dia em que você não sente mais o friozinho na barriga, acho que algo morreu lá dentro.

Eu tenho certeza que na minha estreia, vou sentir todo o entusiasmo de quando estava começando.

Acho que o 'Visão CNN', o jornal que vou fazer, tem todas essas possibilidades: de ser informativo, conversado, leve, com entrevistas, enfim, algo que exige que eu imprima muito de minha personalidade.

É um desafio.

O que você fez nos últimos 3 anos, além de alimentar o seu blog de "lifestyle", estudar alemão e apresentar eventos? (nota: ela não só fala alemão e inglês fluentemente, mas também italiano).

Carla Vilhena - Neste meio tempo, eu passei por várias fases.

Primeiro, descansei muito, já que nunca na vida, desde os 15 anos, eu tinha passado um ano sem trabalhar.

Viajei para vários lugares, no Brasil e no exterior, o que rendeu um material riquíssimo para minhas redes sociais e para o blog, que aliás transformei num site, com tudo sobre minha vida e carreira.

Fiz cursos, alemão, espanhol, Filosofia, pirâmides do Egito, Ciência Política... quase um sabático em que me preparei para voltar com tudo em 2019.

Fizemos vários eventos corporativos e criamos um "media training" exclusivo, no segundo semestre, que foi um sucesso e já formou várias turmas.

Isso me fez de certa forma me reconectar com o Jornalismo. Agora falando para outro público, o empresarial, sempre ressaltando a importância da imprensa para termos sociedades democráticas.

Por todos esses motivos, não passava pela minha cabeça voltar à TV.

No ano passado, em entrevista a esta coluna, você disse que adorava ser chamada de "blogueirinha". Muda alguma coisa com sua estreia na CNN Brasil?

Carla Vilhena - (risos) Eu estava obviamente brincando com o fato de que na maioria das vezes as blogueiras são lindas e vivem uma vida considerada de sonho por muitas pessoas. Mas, por trás, tem um trabalho árduo e muito planejamento.

Todas as minhas conquistas também vieram sempre de muito trabalho. E tenho certeza de que muitos dos vídeos e 'lives' que veiculei pelas redes sociais e as pesquisas históricas que fiz como "blogueira" me capacitaram para o que me espera hoje na CNN.

Como você vê o momento atual do telejornalismo e como analisa esses sete meses em que a CNN está no ar?

Considero o momento atual - não só no nosso país, mas no mundo - decisivo para que façamos a escolha do que queremos criar: uma sociedade de diálogo, compreensão, solidariedade ou se vamos estar entregues à polarização que nos desune e impede o diálogo e o respeito pela diversidade de opinião.

Eu luto pela primeira opção e espero contribuir com meu trabalho para fortalecer esse ponto de vista.

Na pesquisa Kantar Ibope, que você divulgou ontem em primeira mão, vimos que, entre os canais de notícias, a CNN Brasil é considerada —apesar do pouco tempo de vida—, como a campeã da imparcialidade.

Então acho que estou no lugar certo.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL