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TV paga segue com 'sangria' de assinantes: menos 2,4 milhões em 4 anos

TV por assinatura no Brasil sofre com crise e segue perdendo assinantes mês a mês - iStock/Getty
TV por assinatura no Brasil sofre com crise e segue perdendo assinantes mês a mês Imagem: iStock/Getty
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

28/02/2019 00h18

Últimos dados da Anatel divulgados ontem mostram que a TV paga continua perdendo assinantes a cada mês, e num ritmo aparentemente cada vez maior.

Os dados da Anatel (sempre atrasados) se referem a janeiro e mostram que o país tem no momento 17.460.972 assinantes de TV paga. Um mês antes, em dezembro, eram 17.603.350 uma redução de 0,8% em 30 dia.

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Em um ano a TV paga brasileira perdeu cerca de 640 mil assinantes (3,6%).

O tamanho da crise que o setor enfrenta pode ser medido também no longo prazo: desde o final de 2014, após a Copa do Mundo no Brasil, o setor perdeu cerca de 2,4 milhões de assinantes.

Isso representa 13% de fuga da base de assinantes. Ou seja 13 em cada 100 assinantes desistindo do serviço nos últimos 50 meses. A queda tem ocorrido lenta porém consistentemente em quase todo esse período.

Das maiores operadoras do país, a Oi foi a única que apresentou crescimento em janeiro (+5,4%).

Net Claro perdeu 5,8% (48,8% do mercado), a Sky perdeu 1,5% (30,2% do mercado); Vivo viu sumirem mais 2,2% de seus assinantes (8,9% do setor); e a Oi já virou a terceira operadora do país, com 9,2%.

Como sempre frisamos há vários motivos para a crise do setor: a crise econômica, o desemprego, a concorrência dos serviços de streaming que têm assinaturas mais baratas e da internet em si.

NEM SÓ MÁ NOTÍCIAS

Mas, nem tudo são só más notícias para a TV por assinatura brasileira. O serviço está crescendo nas regiões Norte e Nordeste no último ano.

Rio Grande do Norte (+5,1%), Maranhão (+13,5%) e Pará (+3,8%) mostraram crescimento de base.

Pesquisa feita pela empresa Plano CDE, encomendada pela ABTA (Associação Brasileira de TVs Por Assinatura), mostra que, a despeito da fuga de pontos, a família brasileira assinante de TV tem em alta estima o serviço. Especialmente a de baixa renda.

Segundo a pesquisa, para 74% da classe C assinante, a TV paga é uma das principais fontes de lazer e cultura.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL