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Com crise econômica, cresce total de TVs ligadas no Brasil em 2016

Sem dinheiro, brasileiros ficam mais tempo diante das TVs - Getty Images
Sem dinheiro, brasileiros ficam mais tempo diante das TVs Imagem: Getty Images
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

10/12/2016 06h03

A equação é longa, mas bem simples e lógica: crise econômica = menos dinheiro para as pessoas = menos lazer, diversão e passeios = mais tempo dentro de casa  =  aparelhos de TV ligados por mais tempo.

 

É exatamente isso que mostram os números comparados e consolidados de audiência do Painel Nacional de Televisão (PNT) da Kantar Ibope: o total de aparelhos de TV ligados nas 24 horas do dia em 2016, na comparação com o ano passado, cresceu quase 7,5%

 

Em 2015 (jan-nov) a média de TVs ligadas nas 15 principais regiões metropolitanas do país foi de 34,9%. Já este ano o índice subiu para 37,5%.

 

O problema é que quase nenhuma das TVs abertas ganhou grande coisa em participação (ou share) por causa disso.

 

Do ano passado para cá, o SBT, por exemplo, foi o que mais ganhou, e apenas 3% de participação. A Globo, só ganhou mísero 1%; a Record, nada.

 

Band (-5%) e RedeTV! (-13%) inclusive até caíram na participação.

 

Então para onde estão “migrando” esses aparelhos “extras” ligados nas 24 horas do dia no país?

 

Tudo indica que para a TV por assinatura. A participação dos chamados OCN (canais pagos) teve um incremento de 7%

 

Em pontos, a audiência dos canais pagos também vai muito bem, conforme esta coluna informou ontem com exclusividade: em dois anos, o ibope desses canais exclusivos cresceu 24%.

Só neste ano o acréscimo será de pelo menos 15%

@feltrinoficial

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL