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França investiga como terrorista ataque com faca em Paris

25/09/2020 13h01

Paris, 25 set (EFE).- A Procuradoria Nacional Antiterrorista da França abriu na sexta-feira uma investigação sobre uma "tentativa de homicídio" terrorista, após o ataque com uma faca próximo à antiga sede da revista satírica "Charlie Hebdo", que deixou duas pessoas feridas.

O Ministério Público disse à Agência Efe que as investigações foram abertas por "tentativa de homicídio em relação a uma organização terrorista e associação criminosa de criminosos com fins terroristas".

A investigação está a cargo da Direção Regional da Polícia Judiciária de Paris (DRPJ) e da Direção-Geral de Segurança Interna (DGSI), acrescentam as fontes sobre um atentado cometido por uma única pessoa e em que um suspeito foi logo depois, perto da zona da Bastilha.

De acordo com a imprensa francesa, a polícia teria prendido um segundo suspeito, informação que não foi confirmada pelo Ministério Público.

Uma pessoa ficou gravemente ferida, mas não corre risco de morte. Segundo a mídia local, os feridos são dois produtores, um homem e uma mulher, da agência de notícias "Premières Lignes", que tinham ido fumar na rua.

As forças da ordem mobilizaram sua Brigada de Investigação e Intervenção (BRI) e ampliaram o perímetro de segurança no local dos fatos devido à descoberta de um pacote suspeito que, de acordo com a imprensa francesa, não continha explosivos.

O perímetro de segurança, conforme constatou a Efe, começa a apenas 80 metros do Bataclan, que já foi alvo de atentados terroristas, em novembro de 2015, com um total de 130 vítimas.

Na área, onde creches e escolas foram fechadas e vários milhares de crianças estão em seu interior, há diversas caminhonetes da polícia, soldados da missão antiterrorista Vigipirate e caminhões e ambulâncias do corpo de bombeiros.

A chuva que caiu em Paris nas últimas horas significa que quase não há curiosos no local.

O "Charlie Hebdo" foi alvo de um ataque islâmico, no dia 7 de janeiro de 2015, no qual 12 pessoas foram mortas, após a revista publicar caricaturas do profeta Maomé. O julgamento desse atentado começou no último dia 2 e deve durar até 10 de novembro.