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Sundance começa com documentário 'imersivo' sobre princesa Diana

21/01/2022 17h58

Los Angeles, 21 Jan 2022 (AFP) - Um "imersivo" documentário sobre a princesa Diana que oferece a "história do início" dos mais recentes problemas da família real britânica foi um dos filmes que abriram nesta quinta-feira (21) a primeira noite do Festival Sundance de Cinema.

O evento, que é realizado no estado americano de Utah e celebra o cinema independente, foi forçado a adotar o formato online pelo segundo ano consecutivo devido à disseminação da variante ômicron do coronavírus nos Estados Unidos.

A pandemia obrigou os cineastas a inovar, e "The Princess" é um dos vários filmes exibidos em Sundance que foram produzidos inteiramente a partir de imagens de arquivo.

Sem um narrador, ele transporta os espectadores de volta ao tumultuado casamento de Diana com o príncipe Charles, e explora a obsessão da mídia e o impacto desses eventos com imagens contemporâneas.

"É como uma tragédia shakespeariana, mas que muitos de nós vivemos e até participamos", disse o diretor do longa, Ed Perkins.

Embora muitos documentários anteriores tenham tentado "entrar na cabeça de Diana", Perkins se concentra em como a imprensa e o público percebiam e julgavam seu comportamento.

Entrevistas famosas e constrangedoras que o casal deu a grandes redes de televisão são exibidas ao lado de gravações brutas de paparazzis com enormes lentes escondidos em arbustos, reclamando da cautela de Diana.

A morte de Diana é vista por meio de vídeos caseiros de um grupo de amigos que assistia ao noticiário ao vivo na televisão, cuja emoção e leveza inicial se transformam em horror quando a gravidade do acidente em Paris é revelada.

Com tantos documentários feitos sobre Diana, Perkins disse que espera que sua produção possa "adicionar algo novo à conversa", criando algo "mais imersivo e experimental".

Enquanto isso, a monarquia britânica atravessa uma crise com a partida do filho de Diana, o príncipe Harry, e sua esposa Meghan, que acusaram a família de racismo e travam batalhas legais com a imprensa britânica por privacidade.

"Parte da intenção deste filme, ou a razão pela qual parecia ser o momento certo para fazê-lo, talvez fosse, entre outras coisas, por sua história", afirmou o produtor Simon Chinn.

"Nosso instinto foi voltar ao que sempre pensamos ser 'a origem da história' e ver o que poderíamos aprender com o que aconteceu, através da história de Diana", acrescentou.

- "Evolução" -A diretora do festival, Tabitha Jackson, disse a repórteres na abertura que a versão virtual de Sundance provavelmente veio para ficar, mesmo após a pandemia, pois ajudou a "diversificar o público".

"Uma vez que descobrirmos como fazer isso, e que possamos fazê-lo, eu pessoalmente não quero voltar atrás", declarou.

Ao abrir o festival, o cofundador Robert Redford descreveu o formato online como "uma emocionante evolução da perspectiva do Sundance".

Sua mensagem gravada, que seria exibida "em uma nave espacial" de realidade virtual em um teatro, teve um problema técnico e teve que ser postada posteriormente no site do festival.

Outra das produções da noite de abertura foi "Fire of Love", mais um documentário construído a partir de imagens de arquivo. Ele segue as façanhas dos vulcanólogos franceses Katia e Maurice Krafft.

Os Kraffts morreram em 1991 enquanto filmavam a explosão do vulcão Monte Unzen no Japão. O filme recupera imagens gravadas por eles, combinando espetaculares erupções vulcânicas com a relação única que existia entre eles.

"When You Finish Saving The World", estrelado por Julianne Moore e Fin Wolfhard, também debutou no festival.

A estreia na direção de Jesse Eisenberg fala de uma família disfuncional e os confrontos entre uma mãe, que administra um abrigo para mulheres, e seu filho adolescente interessado em se tornar famoso na internet através da música.

O Festival Sundance de Cinema vai até 30 de janeiro.

amz/dva/pr/ll/ic