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Empresa ligada à rede social de Trump é investigada pela SEC

06/12/2021 20h09

Nova York, 6 dez 2021 (AFP) - A empresa com a qual a futura rede social de Donald Trump se fundirá para abrir o capital é objeto de investigação dos reguladores da bolsa americanos, que pedem detalhes sobre sua atividade e o acordo com a empresa do ex-presidente.

A Digital World Acquisition Corp (DWAC) explica em um documento divulgado nesta segunda-feira (6) ter recebido pedidos de informações da autoridade reguladora do mercado de ações (SEC) e da agência autorreguladora do setor financeiro, Finra.

A empresa, que já tem capital aberto em Wall Street, anunciou no final de outubro que se fundiria com a firma que controlará o projeto de microblog do ex-presidente republicano, Trump Media & Technology Group (TMTG), em uma operação que facilitaria a entrada na bolsa de valores da nova empresa do magnata.

Em comunicado conjunto divulgado no sábado, as duas empresas anunciaram que um grupo de investidores institucionais se comprometeu a contribuir com um bilhão de dólares para a operação. Na segunda-feira, não especificaram a identidade dos investidores no documento apresentado à bolsa de valores.

A DWAC observa que a SEC está buscando detalhes sobre as reuniões do conselho, seus procedimentos de corretagem, as identidades de alguns investidores e as negociações com a firma de Trump.

A Finra solicitou informações sobre suas ações antes do anúncio oficial da fusão com a TMTG, em 20 de outubro.

DWAC destacou que esses pedidos de relatórios não significam que algo esteja errado. Suas ações caíram ligeiramente em Wall Street.

A DWAC é o que se chama de "Spac", empresas cotadas em bolsa, mas sem atividade comercial e que, por meio de uma fusão, permitem que outras empresas cheguem ao mercado de capitais de Wall Street com mais rapidez.

Impulsionada pelo interesse de investidores particulares, a ação dessa "Spac" disparou após o anúncio de sua aproximação com a empresa de Trump, passando de cerca de 10 dólares para um pico de US$ 175 em dois dias.

Depois do entusiasmo inicial, porém, voltou a cair e fechou na sexta-feira a US$ 45, o que lhe deu uma valorização de 1,67 bilhão de dólares.

Batizada de "Truth Social" (Verdade Social), a futura plataforma foi apresentada pelo ex-presidente como alternativa ao Facebook, Twitter e YouTube, dos quais foi banido, acusado de ter incitado seus partidários a atacarem o Capitólio em 6 de janeiro.

Atualmente disponível em pré-venda na App Store, teoricamente deve ser lançada no primeiro trimestre de 2022.

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