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Xi Jinping quer reforçar mandarim entre mongóis na China

06/03/2021 09h08

Pequim, 6 Mar 2021 (AFP) - O presidente chinês, Xi Jinping, pediu o reforço do uso do mandarim na Mongólia Interior, um vasto território no norte da China que no ano passado foi palco de manifestações contra uma nova política linguística vista como uma ameaça à cultura local.

A região tem cerca de 25 milhões de habitantes, dos quais um quinto são chineses de etnia mongol. A maioria tem muito orgulho de sua proximidade cultural e linguística com a Mongólia, o Estado independente mais ao norte.

Desde o início do novo ano letivo, todas as escolas da região passaram a ser obrigadas a ensinar chinês desde a mais tenra infância. Uma nova política em detrimento do mongol que em setembro provocou uma enxurrada de críticas.

Em um evento sem precedentes, grandes manifestações ocorreram no território e muitos pais se recusaram a enviar seus filhos à escola em protesto.

Na sexta-feira, o presidente chinês pediu que o uso do mandarim, a "língua nacional comum", seja fortalecido na Mongólia Interior e que "ferramentas pedagógicas nacionais" sejam promovidas nas escolas da região, de acordo com a agência de notícias oficial Xinhua.

Esse reforço visa corrigir "equívocos" sobre cultura e nacionalidade, disse o presidente chinês a representantes da Mongólia Interior, à margem da sessão plenária da Assembleia Nacional Popular (ANP).

Políticas desse tipo já foram implementadas em outras regiões povoadas por importantes grupos étnicos, como o Tibete (tibetanos) e Xinjiang (uigures), onde as autoridades tentam coibir os movimentos nacionalistas.

A Mongólia Interior, uma vasta região de pastagens, desertos e florestas, tem mais mongóis do que a vizinha Mongólia e muitos temem uma assimilação progressiva.

As autoridades afirmam que um melhor conhecimento do chinês padrão oferece às minorias étnicas mais oportunidades de desenvolvimento e mobilidade profissional na China.

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