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Desenho de Tintin vai a leilão com previsão de recorde de R$ 18 milhões

11.01.2021 - Um dos desenhos de Hergé para o personagem Tintin, em exposição na Artcurial, em Paris - Chesnot/Getty Images
11.01.2021 - Um dos desenhos de Hergé para o personagem Tintin, em exposição na Artcurial, em Paris Imagem: Chesnot/Getty Images

De Paris

12/01/2021 12h06

Um desenho de Hergé destinado à capa do álbum "Blue Lotus" ("O Lótus Azul"), de Tintin, será leiloado pela primeira vez em Paris nesta quinta-feira (12), uma peça "excepcional" estimada em até 2,8 milhões de euros (R$ 18,4 milhões).

Esta aquarela e "guache", desenhada a tinta chinesa e datada de 1936, vai tentar superar a venda de 2014, quando a mesma casa, a Artcurial, leiloou a página dupla que o cartunista belga usou como capa de seus álbuns pessoais durante 20 anos.

O leilão foi então liquidado por 2,5 milhões de euros (R$ 16,4 milhões), um recorde para uma história em quadrinhos.

O detetive Tintin, criado pelo belga Hergé - Reprodução - Reprodução
O detetive Tintin, criado pelo belga Hergé
Imagem: Reprodução

No desenho de "The Blue Lotus", Tintin e seu cachorro Snowy estão dentro de um vaso apenas com a cabeça para fora e expressão angustiada, enquanto um dragão vermelho os ameaça com a boca aberta. Um pendente com letras chinesas decora o fundo preto com motivos amarelos.

Porém, essa criação acabou não sendo capa do quinto álbum das aventuras do famoso repórter, já que sua reprodução era muito cara e a editora, Casterman, optou por um desenho semelhante, mas simplificado.

É a primeira vez que o desenho original de 34cm x 34cm é apresentado no mercado de arte.

Hergé, o criador do Tintin - Reprodução - Reprodução
Hergé, o criador do Tintin
Imagem: Reprodução

Segundo a Artcurial, Hergé teria cedido a obra ao filho do editor Louis Casterman, Jean-Paul, quando ele tinha sete anos. A criança teria dobrado a folha em seis e guardado-a em uma gaveta, de onde teria sido recuperada décadas depois.

Alguns especialistas questionam a veracidade dessa história. Para Philippe Goddin, um dos maiores conhecedores da obra de Hergé, os herdeiros "acreditaram na lenda contada pelo pai", Jean-Paul, que morreu em 2009, mas a versão parece "muito suspeita".

Embora as marcas de dobras possam ser vistas, Hergé provavelmente enviou a folha dessa forma em um envelope para o adjunto da editora, segundo Goddin. O desenho estaria no armazém da Casterman desde 1936, mas não seria um presente.