Topo

Roberto Justus declara voto em Bolsonaro no 2º turno

Roberto Justus defende voto em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições - Reprodução/Instagram
Roberto Justus defende voto em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para Splash, no Rio de Janeiro

07/10/2022 11h24

Roberto Justus, de 67 anos, divulgou um vídeo ontem à noite para declarar apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, marcado para o dia 30 deste mês. Na disputa, o atual chefe do Planalto enfrentará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2018, o apresentador também declarou voto em Bolsonaro e chegou a minimizar o número de mortos da pandemia de covid-19, em 2020.

No vídeo publicado no Instagram, o empresário, um dos sócios fundadores da Fischer & Justus Comunicação, na década de 1980, Depois, criador da Newcomm Comunicação, e apresentador de TV, como "O Aprendiz", "Um Contra Cem", "Topa ou Não Topa", "A Fazenda" e "Power Couple Brasil", comentou sobre a necessidade dos homens de negócios se posicionarem nas eleições.

"Eu sempre achei que empresários deveriam se posicionar em momentos importantes do país. O que nós vamos ter no próximo dia 30 de outubro não é apenas mais uma eleição, mas sim, o marco decisório de para onde queremos ir como sociedade. Trata-se de uma disputa entre modelos ou visões de mundo; sobre o que estamos deixando como legado e o que vamos transmitir aos nossos filhos e netos", começou ele.

O empresário disse que o país vive um momento decisivo, pois há brasileiros que "perdoam a corrupção" e o Partido dos Trabalhadores "não apresenta propostas de governo". Por sua vez, ele afirmou que o atual presidente "é infeliz nas suas colocações, mas luta pela liberdade individual".

"De um lado, nós temos um grupo de pessoas que perdoa a corrupção, mas não aceita frases mal colocadas, que não apresenta proposta de governo, mas exige fidelidade cega. Do outro, alguém que, muitas vezes, é infeliz nas suas colocações, mas que luta pela liberdade individual", disse.

"Eu não concordo com tudo que o Bolsonaro diz e faz, mas eu discordo de tudo que o Lula pretende fazer", acrescentou ele.

De acordo com ele, o Brasil "evoluiu em muitos aspectos, principalmente no econômico". "Apesar de uma grave pandemia e de uma guerra que provocaram uma crise internacional muito séria. Eu sou um liberal na essência e um empreendedor convicto. Acredito na autonomia e na democracia, e não na autocracia e demagogia", avaliou.

Ele afirmou que quer um Brasil cada vez mais inserido no contexto mundial, mas respeitado também nas suas decisões nacionais. Além disso, destacou o desejo de uma nação livre e soberana, que incentive seus cidadãos a progredir e não apenas sobreviver. "Uma terra sem divisões de raça, credo, sem nós contra eles, que aceite a divergência e também saiba conviver com as diferenças", afirmou.

Depois, o empresário argumentou que votar e eleger o ex-presidente Lula será difícil "olhar para os filhos e netos de cabeça erguida", já que irá comprometer o juízo de valor de toda uma geração.

"Como cidadãos e como empresários, temos de dar exemplo e garantir que a honestidade prevaleça como valor maior. (...) Se permitirmos que essas pessoas voltem ao poder, sacrificaremos toda uma geração que vem pela frente com valores e atitudes inaceitáveis para quem vislumbra um país e uma vida digna, próspera e livre", destacou.

Confira o comunicado na íntegra

"Eu sempre achei que empresários deveriam se posicionar em momentos importantes do país. O que nós vamos ter no próximo dia 30 de outubro não é apenas mais uma eleição, mas sim, o marco decisório de para onde queremos ir como sociedade. Trata-se de uma disputa entre modelos ou visões de mundo; sobre o que estamos deixando como legado e o que vamos transmitir aos nossos filhos e netos.

O que nós devemos decidir em breve não é apenas eleger quem mais admiramos ou rejeitar quem odiamos, quem fala o que deve ou se porta de forma mais adequada. Não é isso, não. Trata-se, na verdade, de uma decisão entre caminhos a serem trilhados, de como nós encaramos nosso papel individual e coletivo nessa escolha do nosso destino e de nossa missão.

De um lado, nós temos um grupo de pessoas que perdoa a corrupção, mas não aceita frases mal colocadas, que não apresenta proposta de governo, mas exige fidelidade cega. Do outro, alguém que, muitas vezes, é infeliz nas suas colocações, mas que luta pela liberdade individual.

Enquanto o time do Lula acredita num governo grande e protetor, o outro lado busca reduzir o Estado e tirá-lo das costas de cada um de nós. Escolher um ou outro lado significa mais ou menos impostos. Mais ou menos burocracias. Mais ou menos controle da mídia. Mais ou menos liberdade de empreender.

Eu prefiro muito mais um cenário com liberdade individual e incentivo ao empreendedorismo, de privatização de estatais ineficientes, de redução da carga tributária e, obviamente, de menos corrupção.

Eu não concordo com tudo que o Bolsonaro diz e faz, mas eu discordo de tudo que o Lula pretende fazer.

O nosso país evoluiu em muitos aspectos, principalmente no econômico. Apesar de uma grave pandemia e de uma guerra que provocaram uma crise internacional muito séria. Eu sou um liberal na essência e um empreendedor convicto. Acredito na autonomia e na democracia, e não na autocracia e demagogia.

Eu quero um Brasil cada vez mais inserido nesse contexto mundial, mas respeitado também nas suas decisões nacionais. Uma nação livre e soberana que incentive seus cidadãos a progredir e não apenas sobreviver. Uma terra sem divisões de raça, credo, sem nós contra eles, que aceite a divergência e também saiba conviver com as diferenças.

Mas, além de tudo isso, que não aceite como normal o que é inaceitável moralmente. Se nós votarmos em alguém que foi condenado em 3 Instâncias e apenas se tornou candidato graças à anulação da sua condenação por firulas jurídicas, e que claramente não foi absolvido dos seus crimes, será muito difícil olhar para os nossos filhos e netos de cabeça erguida.

Mais importante que uma eleição é o risco de comprometermos o juízo de valor de toda uma geração. Não podemos fazer isso e, depois, tentarmos viver e trabalhar normalmente como se nada tivesse acontecido. Como cidadãos e como empresários, temos de dar exemplo e garantir que a honestidade prevaleça como valor maior.

Por isso, pense bem, avalie se voltar para o passado é exatamente o futuro que você quer. E se não vale a pena nós darmos mais uma chance para esse atual governo, que claramente entregou muito mais resultados do que os governos anteriores do PT. Se permitirmos que essas pessoas voltem ao poder, sacrificaremos toda uma geração que vem pela frente com valores e atitudes inaceitáveis para quem vislumbra um país e uma vida digna, próspera e livre", concluiu.