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Brad Pitt firma acordo de R$ 106,1 milhões para vítimas do furacão Katrina

Brad Pitt durante a cerimônia do Oscar 2020 - Steve Granitz / WireImage
Brad Pitt durante a cerimônia do Oscar 2020 Imagem: Steve Granitz / WireImage

Colaboração para Splash, em São Paulo

19/08/2022 16h40

Brad Pitt, de 58 anos, e sua fundação Make It Right Foundation fizeram um acordo, após serem processados pela construção de casas irregulares. O fato ocorreu após a passagem do furacão Katrina em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005. Depois de quatro anos de disputa judicial, o ator fechou a ação no valor de US$ 20,5 milhões, o equivalente a R$ 106,1 milhões na cotação atual, com as vítimas da tragédia.

De acordo com a revista People, a Global Green, organização ambiental sem fins lucrativos, concordou em pagar o montante total para financiar o programa e corrigir os defeitos nas construções das casas, o que ainda precisa ser aprovado por um juiz.

No entanto, de acordo com o jornal The Times-Picayune/The New Orleans Advocate, o valor do acordo para cada um dos 107 proprietários pode chegar a US$ 25 mil (R$ 130 mil), como restituição para a realização de reparos.

Em um comunicado, o ator se manifestou sobre a disputa judicial. "Estou incrivelmente grato pela disposição da Global Green em intensificar e fornecer esse importante apoio às famílias de Lower Ninth", começou ele.

"Colaboramos nos primeiros dias pós-Katrina e temos muita sorte de ter o generoso compromisso contínuo da Global Green para ajudar a enfrentar os desafios em torno dessas casas e de outras pessoas necessitadas", afirmou Brad.

"Esperamos que este acordo permita que todos vejam outras oportunidades para continuar a fortalecer esta orgulhosa comunidade no futuro", acrescentou.

Os moradores das casas construídas pela fundação processaram o astro de Hollywood e os seus associados por construções defeituosas, condições inadequadas, quebra de contrato e fraude.

Em uma declaração fornecida à revista People na época, a fundação afirmou que ajuizou uma ação contra o ex-arquiteto executivo, John Williams, e sua empresa por danos monetários para reparar as casas atingidas em Nova Orleans. "A Make It Right continua a trabalhar proativamente com os proprietários do Lower 9th Ward, e não faremos mais comentários sobre o caso neste momento", disse a empresa naquele período.

O vencedor do Oscar chegou a entrar na Justiça para que seu nome fosse removido do caso, por argumentar que não tinha envolvimento pessoal, mas não foi concedido pelo juiz, em novembro de 2018. "Brad era cofundador, mas não fazia parte do conselho há anos", disse uma fonte ao site Page Six.

Uma fonte afirmou para a People no momento do arquivamento que "Brad tem confiança na equipe Make It Right". Segundo a fonte, ele fez uma promessa ao povo do Lower Ninth e pretende continuar cumprindo e contribuindo com dinheiro. "Assim, como ele tem sido todo esse tempo", afirmou.

Ele era divulgado como o rosto da fundação, ajudando a arrecadar fundos para a construção das casas, que depois foram vendidas por cerca de US$ 150 mil (R$ 780 mil) cada. "Eles acreditavam em Brad. Eles acreditaram no sonho que ele vendeu. Infelizmente, o que eles conseguiram é um monte de promessas quebradas, vivendo em casas podres que deveriam ser demolidas e recomeçadas", disse Ron Austin, advogado da ação coletiva, para o Newsnation.