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Vítima de esfaqueamento, Salman Rushdie é extubado e consegue falar

Salman Rushdie foi esfaqueado 10 vezes no pescoço, estômago, peito, coxa e olho - Reprodução/Facebook
Salman Rushdie foi esfaqueado 10 vezes no pescoço, estômago, peito, coxa e olho Imagem: Reprodução/Facebook

De Splash, no Rio

14/08/2022 08h25

Vítima de um ataque com faca nos Estados Unidos na sexta-feira, o escritor Salman Rushdie, de 75 anos, apresentou melhora em seu quadro de saúde neste sábado e está estável. Ele não precisa mais da ventilação mecânica para respirar e está conseguindo falar, de acordo com o seu agente, Andrew Wylie. A informação é da BBC.

Quem também comentou a melhora no quadro de saúde de Rushdie foi o escritor Aatish Taseer. No Twitter, ele disse que Rushdie está "falando e brincando", mas o tuíte foi apagado da rede social.

Rushdie foi atacado antes de uma palestra em Nova York e levou dez golpes de faca durante o atentado. Apesar das melhoras, o autor britânico segue com feridas no fígado, deve ter danos nos nervos do braço e corre o risco de perder um olho.

Segundo o "Jornal Nacional" (TV Globo), os golpes em Rushdie foram desferidos em diversos locais do seu corpo, como pescoço, estômago, peito, coxa e olho.

As autoridades também identificaram o suspeito da agressão: Hadi Matar, um homem de 24 anos do distrito de Fairview, em Nova Jersey (EUA). Ele foi levado imediatamente sob custódia por um policial que trabalhava no local e acusado formalmente de tentativa de assassinato e agressão.

No tribunal, os promotores disseram que o ataque ao autor foi premeditado e direcionado. Matar viajou de ônibus para o retiro intelectual no oeste de Nova York e comprou um passe que lhe permitia assistir à palestra que Rushdie daria na manhã de sexta-feira, de acordo com o New York Times.

O autor de "Os Versos Satânicos" (1988) teve de viver escondido por cerca de dez anos após a publicação do livro que causou revolta em muitos muçulmanos. Eles argumentavam que o retrato do profeta Muhammad na obra foi um grave insulto à fé.

Ele enfrentou ameaças de morte do então líder iraniano, Aiatolá Ruhollah Khomeini, que emitiu um decreto pedindo o assassinato dele, prometendo uma recompensa de 3 milhões de dólares (mais de R$ 15 milhões na cotação atual) pela cabeça do autor.