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Naldo Benny concorda com Kamilla Filaho: 'Sem mim, não existiria a Anitta'

Colaboração para Splash

04/08/2022 23h36

O cantor Naldo Benny, de 43 anos, comentou a respeito da afirmação feita por Kamilla Fialho, ex-empresária da cantora Anitta. Ela defendeu a ideia de que Naldo abriu caminho para que a intérprete de "Envolver" pudesse ser o sucesso internacional que é hoje.

Em entrevista ao "Barba Cast", apresentado por Rafael Cotta, Naldo ressaltou seu pioneirismo no mercado hoje explorado pela poderosa. "A Kamilla está muito certa quando coloca assim: 'sem o Naldo, não existiria Anitta'. Eu fui o cara que virei o funk para o funk pop. Eu fiz o funk virar uma indústria, industrializei o gênero."

"Em 2008, eu dava entrevistas dizendo: 'vou ter uma casa em Miami, vou fazer uma carreira internacional, começando em Miami, para o público latino [que reside por lá]. A Anitta seguiu isso", comparou.

"Ele mostrou para a galera que veio depois dele que isso era possível. Não via [até então] um artista funk dizendo que queria levar o funk para o mundo, que ia fazer parceria com um artista internacional. Ele acreditou numa coisa que a galera do funk não achava que seria possível", complementou a esposa dele, Mulher Moranguinho, que também participou do podcast.

Naldo acredita que a identificação do público estrangeiro com o funk é potencialmente maior do que outros ritmos que também são sucesso por aqui.

"Eu olhei para o quadro e falei: 'consigo gravar uma música com Jay-Z, com Chris Brown'. Porque o meu som é um som urbano, eletrônico como o deles, é da rua! Por exemplo, o pagode é forte no Brasil, o forró, o sertanejo... Só que o funk tem essa semelhança à música eletrônica, norte-americana", ponderou.

Pontapé inicial

Kamilla Fialho ressaltou a importância de Naldo para a internacionalização do funk em entrevista recente ao podcast "Inteligência Limitada", de Rogério Vilela.

"Naldo sempre teve uma cabeça voltada ao Pop. Ele é um anfitrião, foi ele quem virou a chave. Se ele não tivesse surgido, talvez a Anitta não viesse no mesmo embalo. Não existiam meninas ou meninos no funk com o balé no palco, esse tipo de coisa", afirmou ela.

"Esquecem que ele plantou tudo isso. Naldo é um put* músico e veio trazendo o componente da dança. Ainda tinha muito preconceito com quem chegava com os dançarinos para o show", recordou a empresária.