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Dom Phillips foi repórter de música antes de se apaixonar pela Amazônia

O veterano correspondente Dom Phillips durante visita a uma mina em Roraima, em novembro de 2019 - Joao LAET/AFP
O veterano correspondente Dom Phillips durante visita a uma mina em Roraima, em novembro de 2019 Imagem: Joao LAET/AFP

Marina Marini

De Splash, em São Paulo

15/06/2022 21h10

Antes de se tornar um repórter especializado em cobrir temas relacionados à Amazônia, Dom Phillips, o jornalista britânico que teria sido assassinado na região, segundo informou a Polícia Federal na noite desta quarta-feira (15), foi um repórter de música. Phillips teria morrido junto ao indigenista Bruno Araújo Pereira, em crime confessado pelo pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como "Pelado", de 41 anos, em depoimento realizado entre ontem e hoje, segundo informou o superintendente da PF do Amazonas Eduardo Alexandre Fontes, em coletiva realizada nesta noite em Manaus.

Apesar da confissão, os corpos passarão por perícia para confirmar as identidades de Dom e Bruno.

Ele trabalhou na Mixmag, uma das revistas de música eletrônica mais importantes do mundo, de 1991 a 1999 — sendo editor da publicação de 1993 a 1997.

Em 1993, ele foi responsável por criar uma expressão para designar um estilo específico de música, o "progressive house".

Já em 2009, o jornalista publicou um livro chamado "Superstar DJs Here We Go!: The Rise and Fall of the Superstar DJ" ("DJ Superestrela, vamos nessa!: A ascensão e queda do DJ superestrela").

Desde 2007, o foco jornalístico de Phillips tem sido o Brasil, suas comunidades indígenas e o meio ambiente, contribuindo para jornais como o The Guardian, The Washington Post , The New York Times e o Financial Times.