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Médico diz que lesão no dedo de Depp condiz com relato após cirurgião negar

O ator Johnny Depp saindo do tribunal do condado de Fairfax, na Virgínia (EUA) - Consolidated News Pictures / Getty Images
O ator Johnny Depp saindo do tribunal do condado de Fairfax, na Virgínia (EUA) Imagem: Consolidated News Pictures / Getty Images

De Splash, em São Paulo

26/05/2022 12h16

Depois de um cirurgião ortopedista alegar não acreditar na versão de Johnny Depp sobre como seu dedo foi mutilado, outro médico depôs hoje no tribunal do condado de Fairfax, na Virgínia (EUA).

Identificado pelo Daily Mail apenas como Dr. Gilbert, ele afirmou acreditar que a lesão no dedo do ator aconteceu por causa de uma garrafa de vodka quebrada, conforme descrito por Depp.

"Eu certamente acredito que uma garrafa de vodka, jogada de longe contra uma mão que estava apoiada em uma barra de mármore, é força mais do que suficiente para resultar nessa fratura e perda de tecido mole", disse.

Dr. Gilbert ainda reforçou que o relato de Amber Heard sobre o que causou a lesão era "altamente improvável" — a atriz disse que o ex-companheiro sofreu a lesão ao socar um telefone na parede. Apesar de acrescentar que "ninguém pode dizer definitivamente como a lesão ocorreu", o médico afirmou que o ferimento não era consistente com um soco em um objeto duro.

Depp alega que parte do seu dedo foi arrancada quando Amber Heard quebrou uma garrafa de vodka sobre sua mão durante uma briga na Austrália, em 2015.

Na última segunda-feira (23), o médico Richard Moore rebateu a versão, dizendo que o padrão da ferida não condiz com o relato, e que os relatórios médicos não citam a presença de estilhaços de vidro.

Entenda o caso

Johnny Depp e Amber Heard, que se conheceram em 2012, nas gravações de "O Diário de um Jornalista Bêbado", tiveram um destino longe de final feliz de filme romântico. Firmado em 2015, o casamento durou 15 meses. Desde então, há seis anos, a vida privada dos dois se tornou pública e ganhou protagonismo: eles aparecem na imprensa do mundo inteiro trocando acusações, enquanto seus feitos no cinema são meros coadjuvantes.

Em maio de 2016, Amber Heard deu entrada no divórcio e acusou Johnny Depp de violência doméstica. Já no fim de 2018, ela publicou um artigo no jornal norte-americano The Washington Post. Depp nem foi citado, mas os relatos contados pela atriz rapidamente foram associados a ele. Este é o julgamento que está em curso, e o ator pede US$ 50 milhões, aproximadamente R$ 250 milhões.

A longa e milionária batalha judicial envolvendo Johnny Depp e Amber Heard é repleta de acusações mútuas e difamações.