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Fernando Fernandes diz que sua autoestima não mudou após acidente

Fernando Fernandes afirma que acidente nunca atingiu sua autoestima - Reprodução
Fernando Fernandes afirma que acidente nunca atingiu sua autoestima Imagem: Reprodução

Colaboração para Splash, no Rio de Janeiro

25/05/2022 08h50

Atualmente no comando de "No Limite" (TV Globo), o atleta e ex-"BBB" Fernando Fernandes garante que não teve sua autoestima abalada após sofrer um acidente, 12 anos atrás, que o deixou paraplégico. Capa da revista Mensch, ele comenta sobre sua superação após o período de recuperação.

"Nunca deixei a minha vaidade ser maior do que a minha felicidade. Por mais que antes eu tivesse as duas pernas funcionando e um corpo dito como perfeito, é da mesma forma, a minha felicidade sempre estava à frente da minha vaidade. Eu sempre gostei de me cuidar, sempre gostei de esporte, gostei de quem eu sou, e quando eu sentei na cadeira, nada disso mudou. Então, eu me olho do mesmo jeito, a cadeira nunca foi algo limitador, nunca me fez menos homem, menos ser humano, menos pessoa, menos Fernando. Pelo contrário, ela sempre me engrandeceu", afirma.

Aliás, Fernando se sente ainda mais motivado quando duvidam de sua capacidade.

"A gente já vive numa sociedade onde a educação é através do não, a gente não mostra caminhos, a gente só fala que não dá, não pode, não consegue. Isso já vem culturalmente, mas com certeza, quando eu me tornei uma pessoa com deficiência, esse 'não' multiplicou. Então, isso foi uma das coisas mais provocativas que me fizeram me tornar quem eu sou hoje em dia. Esse tanto de 'não' que eu recebi, isso era o que me motivava, o que me fazia querer mais, o querer provar para as pessoas que elas estavam erradas. Esse 'não vive' na frente da pessoa com deficiência, e, agora, a gente tá mostrando para o mundo que todos nós podemos, todos nós temos capacidade, temos condição de ser o que a gente deseja. Dessa forma, não só eu, mas todo mundo está aprendendo a fazer deste não, uma grande motivação", reforça.

Fernando ainda encara uma realidade - mesmo que com bastante força: "Acho que a única limitação física é a de encarar que eu não posso voltar a andar, ou que eu ainda não posso voltar a andar, que os estudos sobre a lesão medular avançaram, ou que essa questão vai ser resolvida um dia. Assim, essa é a grande questão que não está ao meu alcance, mas o que está ao meu alcance, eu tento enfrentar e entender, o tempo inteiro", garante.