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Pai antivacina diz queimar R$ 17 mil em ingressos de show da Olivia Rodrigo

Olivia Rodrigo à esquerda e Doug Wood supostamente queimando os ingressos à direita - Reprodução
Olivia Rodrigo à esquerda e Doug Wood supostamente queimando os ingressos à direita Imagem: Reprodução

De Splash, em São Paulo

21/05/2022 16h22Atualizada em 21/05/2022 16h22

Um pai de Phoenix, no Arizona (EUA) disse ter queimado US$ 3,5 mil em ingressos da turnê Sour de Olivia Rodrigo em protesto contra a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19 para a entrada no show. O relato de Doug Wood foi publicado na terça-feira (17) no Facebook e ganhou notoriedade na imprensa americana durante esta semana.

"Paguei mais de US$ 3,5 mil há dez semanas em ingressos para o show de Olivia Rodrigo, de o presente de aniversário de Katelyn [filha] para ela e seus amigos hoje à noite. Eles estavam tão animados incluindo esta manhã, pois hoje é finalmente o dia do show aqui em Phoenix. Agora, eu provavelmente deveria ter feito mais diligências, pois talvez [a restrição] estivesse nas letras miúdas. De qualquer forma, recebemos um e-mail hoje e vimos uma mensagem no Instagram deles dizendo que, para o show, é obrigatório a vacina. Nem mesmo um teste covid-19 negativo funcionará. Apenas a vacina", escreveu ele.

Wood criticou que o show estivesse exigindo vacinas para crianças de 12 anos, incluindo na publicação uma captura de tela do aviso da produção sobre a obrigatoriedade. Ele ainda diz que o regulamento em questão é uma "doutrinação" da equipe da cantora americana, que ele diz ser de "extrema-esquerda" e que outros eventos, realizados no mesmo local não estavam exigindo tal comprovante.

"Eu não quero participar disso e as meninas decidiram por conta própria que também não. Depois de algumas lágrimas, longa conversa, oração, tristeza, mais oração, elas também concordam que devemos defender o que é certo mesmo quando dói. Estamos todos a bordo e não haverá show esta noite para nenhum de nós", escreveu.

Wood justificou que poderia vender os ingressos e ganhar lucro sobre eles, mas que queria tomar uma posição em relação à situação. "Eu disse várias vezes em todas as minhas conferências: tomar uma posição pelo que é certo nunca é popular ou fácil no começo, especialmente quando isso te prejudica financeiramente. Mas isto é respeitado e você sempre ganha a longo prazo. Há que ser fiel aos seus valores. Isso é tudo que você tem às vezes", pontuou, dizendo estar feliz com a decisão.

No vídeo, em que ele diz queimar os ingressos, ele diz "chega um ponto na vida em que você precisa se posicionar, se posicionar por seus valores", enquanto o punhado de papel vai pegando fogo. "Comprei US$ 3,5 mil de um show que quer controlar você. Que quer dizer o que eu e você temos que colocar dentro dos nossos corpos."

Segundo a Billboard, a equipe de Olivia Rodrigo ainda não se pronunciou sobre o caso.

Covid-19 nos Estados Unidos

Na quinta-feira passada (12), a Casa Branca anunciou que 1 milhão de pessoas morreram em decorrência da covid-19 desde o início da pandemia.

Após vários meses de queda nos contágios no país mais enlutado do mundo (seguido por Brasil, Índia e Rússia), os Estados Unidos registram há um mês um aumento diário de casos.

A alta acontece em um contexto no qual a máscara deixou de ser obrigatória, embora o uso continue sendo recomendado em ambientes fechados, e a quarta dose da vacina está disponível apenas para pessoas com mais de 50 anos.

Segundo a Billboard, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em tradução livre) dos Estados Unidos recomendou uma dose de reforço da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos, já que as infecções começaram a aumentar novamente em todo o país, que aumentaram 22% na semana passada.

O aumento de casos é provocado por subvariantes da ômicron, mais transmissíveis que as cepas anteriores, embora os feitos pareçam menos graves em um país onde 66% da população está vacinada. O índice alcança 90% entre as pessoas com mais de 65 anos.