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Amber Heard comenta ausência de registros médicos das agressões de Depp

Amber Heard saindo do tribunal - Paul Morigi / Getty Images
Amber Heard saindo do tribunal Imagem: Paul Morigi / Getty Images

De Splash, em São Paulo

17/05/2022 12h06

Depois de uma semana de recesso, a disputa judicial entre Johnny Depp e Amber Heard foi retomada ontem. Em depoimento, a atriz respondeu perguntas da defesa do ex-companheiro.

Segundo o TMZ, questionada pela advogada Camille Vasquez sobre as acusações de agressão física e por qual motivo não existem registros médicos, Heard disse que não consegue se lembrar dos fatos em ordem cronológica.

"Como eu já disse, eu não me lembro exatamente do que aconteceu antes, ou da sequência", afirmou.

Além disso, a atriz reconheceu que não procurou ajuda médica para nenhum dos supostos ferimentos causados por Depp, mas afirma que eles de fato aconteceram e que o astro de Hollywood foi o responsável.

O episódio em questão teria acontecido em 2015, na Austrália. Heard chegou a relatar que foi violentada com uma garrafa durante uma das agressões do ator.

Entenda o caso

O ex-casal, que se conheceu em 2012, nas gravações de "O Diário de um Jornalista Bêbado", teve um destino longe de final feliz de filme romântico. Firmado em 2015, o casamento durou 15 meses. Desde então, há seis anos, a vida privada dos dois se tornou pública e ganhou protagonismo: eles aparecem na imprensa do mundo inteiro trocando acusações, enquanto seus feitos no cinema são meros coadjuvantes.

Em maio de 2016, Amber Heard deu entrada no divórcio e acusou Johnny Depp de violência doméstica. Já no fim de 2018, ela publicou um artigo no jornal norte-americano The Washington Post. Depp nem foi citado, mas os relatos contados pela atriz rapidamente foram associados a ele. Este é o julgamento que está em curso, e o ator pede US$ 50 milhões, aproximadamente R$ 250 milhões.

A longa e milionária batalha judicial envolvendo Johnny Depp e Amber Heard é repleta de acusações mútuas e difamações.

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 180 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.

A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.