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Ator de 'Mulheres Apaixonadas' briga com a Globo na Justiça por reprises

Paulo Coronato e Natália do Vale em cena da novela "Mulheres Apaixonadas", da TV Globo - Reprodução
Paulo Coronato e Natália do Vale em cena da novela "Mulheres Apaixonadas", da TV Globo Imagem: Reprodução

Colaboração para Splash

11/05/2022 04h00

Paulo Coronato, que fez sucesso na novela "Mulheres Apaixonadas" (2003) interpretando o taxista conquistador Caetano, pediu à Justiça para ter acesso a documentos da TV Globo relativos às reprises que vem sendo transmitidas pela emissora das obras em que trabalhou.

O ator, que ainda participou de outros projetos na Globo como "Rei do Gado", "Vila Madalena", "Esperança", "Beleza Pura", "Força Tarefa" e "Aruanas", afirmou que gostaria de produção antecipada de provas por parte da emissora pelas tramas que fez parte.

Ele alega que tomou conhecimento, por meio de diversos sites da internet, que a Globo vem reprisando seus trabalhos sem efetuar o pagamento aos artistas ou efetuando de forma incorreta, inclusive com vendas internacionais não repassadas.

Assim, ele diz que pediu à Globo pelo relatório de todas as exibições dos trabalhos feitos, inclusive pela internet, bem como todas as formas de remuneração, mas não foi atendido. Então, decidiu ingressar com a ação judicial.

O que diz a Globo?

Em contestação, a Globo defendeu que a eventual pretensão principal de cobrança de verbas estaria sujeita ao prazo de 5 anos e apresentou as reprises, exibições e comercializações anteriores ao processo.

A emissora apresentou à Justiça o rol de exibições nacionais e internacionais das obras em que o requerente atuou, relações de valores pagos a ele ou contratos relacionados. Paulo tentou pedir ainda acordos da Globo com terceiros, o que foi negado pela Justiça.

Ela ainda apontou que, com os documentos em mãos, o ator pode decidir se vai ingressar com processo cobrando valores aos quais julgue ter direito. "Eventual análise de qualquer deliberação sobre a existência ou não de saldo a pagar será objeto de ação própria".

A juíza Beatriz Cabezas afirmou que não se pode exigir que a TV apresente documentos assinados com outros, e sim apenas com o ator, o que foi anexado pela Globo no processo. Dessa forma, a magistrada deu como encerrado o processo.