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'Bagunça cativante': O que a crítica gringa diz sobre 'Doutor Estranho 2'

"Doutor Estranho no Multiverso da Loucura" promete mudanças radicais na Fase 4 do Universo Cinematográfico Marvel - Marvel Studios/Divulgação
'Doutor Estranho no Multiverso da Loucura' promete mudanças radicais na Fase 4 do Universo Cinematográfico Marvel Imagem: Marvel Studios/Divulgação

De Splash, em São Paulo

03/05/2022 12h50Atualizada em 04/05/2022 10h09

"Doutor Estranho no Multiverso da Loucura" chega aos cinemas nesta semana, e as primeiras resenhas já foram divulgadas em sites estrangeiros. No momento de publicação deste texto, o filme tinha 56 avaliações no site Rotten Tomatoes, com uma aprovação de 84%.

Confira o que os críticos estrangeiros de cinema disseram sobre o segundo filme solo de Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho, que marca a entrada do diretor Sam Raimi no Universo Cinematográfico da Marvel.

Owen Gleiberman, da revista Variety, escreveu:

É um filme que se passa em vários universos ao mesmo tempo, e continua alçando voos para dimensões ainda mais insanas da realidade paralela. A história não se desenvolve muito, mas se multiplica. Teoricamente, isso também deveria multiplicar a diversão, mas não necessariamente funciona assim.

"'Doutor Estranho no Multiverso da Loucura' é uma viagem, uma maluquice, um passeio de terror em efeitos especiais, um quebra-cabeças da Marvel sobre o que é real e, em alguns momentos, uma provação. É uma bagunça um pouco cativante, mas ainda é uma bagunça."

O crítico Charles Pulliam-Moore, do site The Verge, publicou uma resenha intitulada "Doutor Estranho 2 se perde num emaranhado de fan service e ideias incompletas".

O texto diz: "'Multiverso da Loucura' é um filme muito Sam Raimi, em que os gostos pessoais inconfundíveis do diretor assumem a dianteira em momentos que fazem parecer que a Marvel o deixou livre para adentrar em sua loucura característica. Seria desonesto dizer que 'Multiverso da Loucura' é um filme de terror. É mais um filme de super-herói muito grande e muito caro, no qual um filtro assustador e às vezes perturbador é aplicado, com graus variados de sucesso".

Peter Bradshaw, do jornal The Guardian, opinou: "A loucura do multiverso é tratada com uma audácia enérgica e genial, mas devo dizer que, na prática, essa profusão infinita de realidades acaba não sendo tão diferente do mundo em metamorfose de todos os outros filmes dos Vingadores".

Realidades infinitas tendem a reduzir o impacto dramático de qualquer realidade única, e reduzem o que está em risco em qualquer situação. No entanto, isso é tratado com leveza e diversão. Peter Bradshaw, do jornal The Guardian

Leah Greenblatt, do site Yahoo! Entertainment, avaliou: "Num filme que já contém multidões, encontrar um fio da meada pode ser como tentar encontrar uma corda na escuridão: os personagens se ancoram em intimidade emocional urgente num momento, e no seguinte estão jogando relâmpagos de efeitos especiais num polvo demônio".

[America] Chavez, a garota de quem o destino de tudo depende, é corajosa e inteligente, mas genérica demais para ser uma pessoa de fato e não apenas um símbolo testado por uma equipe de marketing (mais de uma vez, a frase 'precisamos salvar a America' foi dita de forma séria). Leah Greenblatt, do Yahoo! Entertainment

Pete Hammond, do site Deadline, elogiou: "Depois dessa versão 'Raimificada', eu espero que o retorno do Doutor Estranho aconteça nas mãos desse cineasta porque, com a ajuda do roteirista Michael Waldron (Loki), este parece o filme da Marvel mais autoral até hoje. Pelo menos não tem medo de se afastar dos padrões do Universo Cinematográfico da Marvel, e também se mantém fiel à Bíblia dos quadrinhos ao manter a história alinhada com o arco geral desses elementos que se entrelaçam. É uma vitória para todos os envolvidos".