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Depp diz que Amber era violenta e cita casamento: 'Jantar, dança e drogas'

De Splash, em São Paulo

20/04/2022 17h51

Johnny Depp voltou a depor hoje no julgamento do caso que envolve o ator e a ex-mulher, a atriz e modelo Amber Heard. Ambos se acusam de difamação após ela publicar no jornal The Washington Post um artigo em que se descreve como uma "figura pública que representa a violência doméstica" em 2018.

Segundo o relato do jornal Daily Mail, o artista afirmou que Amber Heard tinha um "comportamento violento" durante as discussões do casal. "Parecia puro ódio por mim", avaliou.

"Pode começar com um tapa. Pode começar com um empurrão. Poderia começar jogando um controle remoto de TV na minha cabeça. Pode ser jogar uma taça de vinho na minha cara", explicou ao afirmar pressentir ataques da ex-mulher.

Ele relatou que a atriz "precisava de violência" e garante que sempre se afastava diante de provocações. Ontem, Johnny Depp garantiu que nunca agrediu uma mulher.

Programação do casamento

Johnny Depp e Amber Heard foram casados entre 2015 e 2017. O ator lembrou que a cerimônio que oficializou a união tinha "um jantar, dança e uso de drogas" na programação.

O ator garantiu que Amber Heard, um casal de amigos e todo o grupo que acompanhada a noiva usou MDMA (ecstasy) na festa. Depp também admitiu que fumou maconha na ocasião.

"Para ser honesto, não sei quanto MDMA eles tinham. Mas para mim, ter tomado MDMA seria um desperdício da droga. Seria como 'tomar o barato de outra pessoa', porque não teria efeito sobre mim", relatou.

O jornal Daily Mail lembrou que Johnny Depp e Amber Heard se casaram em uma cerimônia privada em Los Angeles no mês de fevereiro de 2015. Ele afirma que a programação foi "informada com antecedência" para todos os convidados.

Acusações e processo contra jornal

Johnny Depp foi substituído em "Animais Fantásticos 3" após perder um processo para o jornal britânico "The Sun". A publicação o chamou de "espancador de esposas", lembrou a revista Vanity Fair.

A justiça considerou que a manchete era "substancialmente verdadeira" após o jornal apresentar 14 relatos de abusos da ex-mulher do ator, a atriz e modelo Amber Heard, 35.

Os advogados de Amber Heard defenderam que, durante o casamento, Johnny Depp virava um "monstro" pelo consumo de drogas e álcool, com "ataques de raiva" que terminaram em agressões verbais, físicas e sexuais.

O julgamento está em andamento nos EUA. A defesa da modelo relatou várias cenas de violência, principalmente em março de 2015 na Austrália, onde Depp filmava o quinto episódio de "Piratas do Caribe".

"Esse monstro aparecia quando bebia ou usava drogas", acrescentou a advogada Elaine Bredehoft, mencionando coquetéis de álcool, medicamentos, cocaína, ecstasy e cogumelos alucinógenos.

O que motivou o julgamento

Ambos se acusam de difamação desde que ela publicou no jornal The Washington Post um artigo em que se descreve como uma "figura pública que representa a violência doméstica". "Eu falei contra a violência sexual e enfrentei a ira de nossa cultura. Isso tem que mudar", diz o texto de 2018.

A atriz não cita em nenhum momento Depp. Mas o ator a processou por difamação por insinuar que ele era um agressor. Ele pede US$ 50 milhões (R$ 233 milhões) em danos.

Após a publicação da coluna, Depp, que nega a agressão, entrou com uma ação de difamação contra Amber. A atriz, por sua vez, entrou com um processo de difamação em que pede US$ 100 milhões (R$ 466 milhões) pela continuação dos "abusos" e "assédio" que Depp lhe impôs durante o casamento.

O ator entrou com a ação no estado da Virgínia, onde o Washington Post é impresso e onde o marco legal é mais favorável às denúncias de difamação do que na Califórnia, onde os dois atores residem. Os pedidos da atriz para que o processo fosse arquivado foram negados.

Os dois devem testemunhar com os atores James Franco, Paul Bettany e o magnata Elon Musk. O julgamento deve durar seis semanas.

Este caso se pauta principalmente na "Primeira Emenda" da Constituição, que confere a Amber Heard "o direito de dizer as palavras que disse", respondeu Rottenborn, e pediu ao júri que "confirme e proteja" esse direito.