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Repórter da CNN se assusta ao vivo com explosões após Rússia atacar Ucrânia

Repórter da CNN, Matthew Chance se assustou com as explosões do início do conflito armado entre Rússia e Ucrânia - Reprodução: Twitter
Repórter da CNN, Matthew Chance se assustou com as explosões do início do conflito armado entre Rússia e Ucrânia Imagem: Reprodução: Twitter

Colaboração para Splash, em Maceió

24/02/2022 07h48

O repórter Matthew Chance, correspondente da CNN Internacional em Kiev, na Ucrânia, se assustou ao ouvir as primeiras explosões da invasão da Rússia no país do leste europeu, enquanto fazia uma entrada ao vivo direto de um hotel na capital ucraniana.

Apesar de as explosões terem ocorrido distantes de Kiev, o repórter ficou visivelmente abalado com o barulho, e disse "nunca" ter ouvido "algo parecido" para, em seguida, usar equipamentos de segurança, como um capacete para se proteger de estilhaços, entre outros.

"Há grandes explosões acontecendo neste momento. Não consigo vê-las ou mesmo explicar o que são", declarou, ressaltando que ontem o governo dos Estados Unidos já havia alertado para a possibilidade de Vladimir Putin autorizar ataques por vias aéreas e também terrestres no território ucraniano.

"Não sei se é isso que está acontecendo agora, mas é uma coincidência notável que as explosões venham poucos minutos depois de Putin fazer seu discurso", completou Chance.

O presidente da Rússia Vladimir Putin autorizou o avanço das tropas russas no norte e no leste da Ucrânia, no que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, classificou como "invasão total". Na madrugada de hoje, Putin deu sinal verde para o que definiu como "operação militar especial".

Seis mortes foram registradas em Podolsk, na região de Odessa, onde também há sete feridos e 19 desaparecidos. Não se sabe o estado de saúde das vítimas.

Entre os mortos, há pelo menos três soldados ucranianos que protegiam a fronteira com a península anexada da Crimeia, no sul da Ucrânia. Na mesma região, há relatos de uso de foguetes e helicópteros contra tropas ucranianas.

Nas redes sociais, o Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia informou que uma de suas instalações em Kiev, na capital, foi bombardeada "provavelmente por mísseis".

A Rússia tem mais de 150 mil soldados, tanques e mísseis posicionados ao longo da fronteira ucraniana. O regime de Vladimir Putin —que, inicialmente, negou a intenção de invasão e acusou americanos de "histeria"— reclama de uma eventual adesão de Kiev à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar criada para fazer frente à extinta União Soviética, por temer a segurança russa.

Os conflitos entre Moscou e Kiev vinham se desenrolando há meses, com tensões constantes e tentativas de manter a paz por parte dos demais países europeus. Porém, nesta semana Putin reconheceu a independência de duas regiões separatistas da Ucrânia, o que aprofundou ainda mais a crise e gerou ameaças de sanções econômicas a Moscou.

Após os ataques de Moscou a Kiev, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, descreveu a medida como "injustificada".