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'Quem vai para reality é porque não está bem aqui fora', diz Frota

De Splash, em São Paulo

29/01/2022 04h00Atualizada em 31/01/2022 12h15

O que leva alguém a se expor 24 horas por dia em um programa de TV exibido em horário nobre para todo o Brasil? A investigação do fenômenos fica por conta de "Realities: o Brasil na TV", novo documentário de Splash e MOV.doc.

"A coisa mais importante em qualquer reality é o elenco", opina Zeca Camargo, antigo apresentador de "No Limite". "A produção de elenco é extremamente importante. Quanto mais tempo a gente tem para pesquisar e buscar os personagens, melhor", concorda Dida Silva, diretora geral da Floresta Produções.

Ana Paula Renault do "BBB 16" estava carente sem um namorado no Dia dos Namorados quando decidiu se inscrever para o programa. Kerline do "BBB 21" estava endividada e precisava muito do dinheiro.

"A pessoa tem que querer ganhar esse prêmio porque, se a pessoa não quiser ganhar esse prêmio, ela não vai lutar. Se ela não lutar, ela não vai competir, não vai ter as intrigas as brigas, acordos, romances. Tudo isso acontece por conta dessa competitividade extrema", explica Rodrigo Carelli, diretor de "A Casa dos Artistas" e de "A Fazenda".

Oportunidade

"Todo mundo que vai fazer um reality show, de alguma forma, não está muito bem aqui fora. E ali dentro uma oportunidade para você limpar sua imagem, para ganhar um dinheiro", sugere Alexandre Frota, participante da primeira temporada de "A Casa dos Artistas".

"Eles estão lá no horário nobre. Eles não têm nenhum talento especial, mas eles estão dispostos a se meter em grandes confusões para entreter o público", elogia Chico Barney, colunista de Splash.

Com o boom do "BBB" e de "A Fazenda" nos últimos anos, participar do jogo também virou uma vitrine ainda maior. Mesmo sendo a primeira eliminada, Kerline conseguiu mais de 1 milhão de seguidores no Instagram e hoje tem contratos com grandes marcas. "Fiz do limão uma limonada", ela festeja.

"Mesmo os mais fracassados ainda estão numa situação melhor do que antes. Se a gente for ver os últimos dois, três anos, quatro cinco anos, a gente sabe onde está a maioria das pessoas. E, quando não sabe, entra no Instagram do desgraçado, está lá com cinco milhões e fazendo seu jabá", brinca Chico.

Para conferir essas e outras histórias dos primórdios dos reality shows no Brasil, assista a "Realities: o Brasil na TV", já disponível.