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BBB: Justiça marca audiência de câmeras que denunciaram assédio

BBB: Boninho é citado em ação trabalhista coletiva na Justiça do Rio - Reprodução/Instagram
BBB: Boninho é citado em ação trabalhista coletiva na Justiça do Rio Imagem: Reprodução/Instagram

Lucas Pasin

De Splash, no Rio

26/01/2022 04h00

Dois meses após a final do "BBB 22" — prevista para acontecer no dia 21 de abril —, o reality show da Globo será tema na Justiça. Uma audiência envolvendo os bastidores de edições anteriores do programa foi marcada para 21 de junho, às 13h, no Rio de Janeiro. Trata-se de uma ação trabalhista coletiva contra a TV Globo e o Grupo LET, responsável por contratar profissionais temporários para produtos da emissora.

Splash teve acesso ao processo aberto no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Nele, cinco operadores de câmera e um assistente de operações do reality show pedem indenizações alegando irregularidades trabalhistas, péssimas condições de higiene e de trabalho, além de "tratamentos humilhantes e grosseiros" vindos de José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, diretor de gênero de variedades da Globo.

Uma primeira audiência foi realizada no dia 23 de setembro. Na ocasião, os advogados dos prestadores de serviço da Globo alegaram que as testemunhas não conseguiram acessar a plataforma para participar da audiência virtual por impossibilidade técnica e prática. Sendo assim, a audiência de 21 de junho de 2022 foi marcada.

Na ação, os prestadores de serviço pedem um valor estimado de R$ 45 mil de indenização por autor e R$ 270 mil para toda a ação coletiva.

Para provar algumas das acusações, os profissionais resolveram filmar o local durante a edição do "BBB 20". Foram anexados sete vídeos ao processo que mostram supostas máscaras de proteção contra a covid-19 jogadas no chão, sujeira, fios embolados e canos abertos, por onde, segundo eles, saem ratos, cobras e aranhas.

Equiparação salarial e horas extras não-remuneradas também estão especificadas no processo de acordo com a carga horária de cada prestador de serviço, contratado para trabalhar por nove horas, com o direito a uma hora de intervalo.

Procurada por Splash, a TV Globo, por meio do departamento de Comunicação, disse não se manifestar sobre casos que estão na Justiça.