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Repórter da Record relata luta contra o Parkinson: 'Nunca aceitei a doença'

Domingo Espetacular: André Tal relata luta contra o parkinson - Reprodução/RecordTV
Domingo Espetacular: André Tal relata luta contra o parkinson Imagem: Reprodução/RecordTV

Colaboração para Splash, em São Paulo

05/12/2021 23h14Atualizada em 05/12/2021 23h44

Na edição de hoje do "Domingo Espetacular" (RecordTV), o repórter André Tal contou como descobriu o mal de Parkinson e como lida diariamente com a doença que ataca o sistema motor. Ele descobriu um tratamento experimental de um médico brasileiro que ajuda a regredir os sintomas do distúrbio e já colhe frutos como ter conseguido voltar a sentir o olfato.

Eu sou portador do mal de Parkinson. Uma simples caminhada é um enorme desafio. Eu tenho que pensar pra cada movimento que eu faço porque o movimento automático foi perdido. O tremor que é o sintoma mais conhecido do Parkinson, felizmente, não sofro, mas sofro de rigidez. Se vocês repararem, essa mão minha [esquerda] é de certa forma deformada, o braço mexe menos, a perna puxa, os movimentos são muito mais lentos. Tem também a perda de expressão fácil. Tenho que forçar o rosto.
André Tal.

Entre 2017 e 2018, o jornalista teve os primeiros sintomas da doença em viagens a trabalho pela emissora paulista. Durante a celebração do aniversário de 40 anos, no Chifre, em 2018, ele viu o braço travar a ponto de parecer um robô e recebeu o diagnóstico do Parkinson.

Bolo, festa, praia e mar com as crianças e o meu braço estava travado como se fosse um robô. Aí, ele [o médico] fez uns testes e falei que desde 2011 eu não tenho olfato, não sinto cheiro. Ele falou 'muitas vezes os pacientes de Parkinson antes dos sintomas motores perdem o olfato'. Receber o diagnóstico foi devastador.

André Tal confessou ter tido dificuldade para aceitar a doença e lidava com medo diário de ver o seu corpo travar durante suas entradas ao vivo na RecordTV.

A primeira reação foi tentar esconder um segredo amargo. "O que aconteceu com o seu braço?", "a sua mão o que tem?" e "tá mancando por quê?". Aquilo te devasta por dentro e você não quer deixar transparecer. Eu chegava em casa arrasado e chorando.

Um tratamento experimental chegou ao conhecimento do jornalista após as Olimpíadas no Japão. Ele, inclusive, entrevistou o médico brasileiro responsável pelo estudo para a RecordTV e encontrou um fio de esperança para enfrentar o Parkinson.

Ele falou que conseguia parar doenças neurodegenerativas e conseguia regredir sintomas. Eu ouvindo aquilo como apresentador, mas minha cabeça rodando que ele podia mudar minha vida. Depois da entrevista, liguei pra ele falando que queria fazer matéria com ele edisse "doutor, eu vou ser o paciente".

No início do mês passado, o jornalista recebeu o aval para iniciar o tratamento nos Estados Unidos. "Foi a primeira vez que ouvi de alguém que tem esperança. Sempre me perguntaram se eu aceitei a doença e eu nunca aceitei doença. Eu fiquei indignado, estou indignado e sou indignado com a doença. Então, desde que eu recebi o diagnóstico, onde tiver 0,05% de chance de melhorar alguma coisa, eu vou atrás.

Em pouco tempo de acompanhamento, André Tal já conseguiu voltar a sentir cheiro e deixou mensagem de esperança para quem luta contra a doença. "Pra quem ficou dez anos sem sentir cheiro, é uma baita vitória. Aceitar participar dessa jornada consegui mostrar a outros pacientes que existe luz e esperança", finalizou.