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Defesa de influenciadora que denunciou estupro em rodeio rebate fake news

Franciane Andrade descobriu abuso após sentir dores no corpo - Reprodução: Instagram
Franciane Andrade descobriu abuso após sentir dores no corpo Imagem: Reprodução: Instagram

Colaboração para Splash, em Alagoas

03/12/2021 17h38

As advogadas Izabella Borges e Luciana Terra, responsáveis pela defesa da influenciadora digital e estudante de medicina veterinária Franciane Andrade, de 23 anos, que denunciou ter sido dopada e estuprada durante um rodeio realizado em Jaguariúna, no interior de São Paulo, rebateram fake news que têm circulado nas redes sociais e na imprensa sobre o caso, classificadas por elas como um "desserviço à vítima".

À Quem, as advogadas contaram que "as diligências" sobre o caso já foram produzidas e que algumas testemunhas, e a própria vítima, já prestaram depoimentos. Ainda, elas ressaltaram que o caso está sob segredo de justiça.

No entanto, Borges e Terra repudiaram as informações falsas de que as câmeras de segurança do espaço em que o crime ocorreu não registraram os fatos. Para elas, "qualquer fake news que revitimize Franciane em delicado momento de lesão à sua saúde física e psíquica é um desserviço à vítima, à sociedade e aos direitos das mulheres".

Por fim, a defesa salienta que a vítima "está sendo acompanhada por uma equipe multidisciplinar do projeto 'Justiceiras'", da promotora de Justiça Gabriela Manssur, que "colocou o projeto à disposição" da influenciadora ao tomar conhecimento do ocorrido.

Entenda o caso

A estudante universitária Franciane Andrade relatou, por meio de seu perfil nas redes sociais, que foi dopada e estuprada na noite de 27 de novembro, durante o rodeio de Jaguariúna, no interior de São Paulo. Ontem, a Polícia Civil informou que ouviu duas amigas e um amigo que estiveram com a influenciadora no dia em que o caso aconteceu.

Nos stories de seu perfil no Instagram, Franciane relatou que descobriu ter sido dopada e abusada sexualmente, após sentir dores no corpo e ir ao médico. Em seguida, ela foi ao IML [Instituo Médico Legal] de Mogi Guaçu, cidade em que reside, também no interior do estado, onde foi submetida a um exame, e o estupro foi constatado. Segundo contou, não ficou claro "se foi um, dois ou três" homem que a abusaram.

De acordo com o registro policial ao qual Universa teve acesso, Franciane disse que estava bebendo na festa com seus amigos e que, depois de certo momento, não se lembra de mais nada. Recorda-se, apenas, de ter acordado no meio da madrugada em uma rotatória, nas proximidades do local onde era realizado o evento.

O caso foi registrado na Delegacia da Mulher de Mogi Guaçu, que confirmou a abertura da investigação a Universa, mas foi encaminhado ao município de Jaguariúna, que irá investigar os fatos daqui para a frente, segundo a delegada Gisele Barbosa Castello. O crime investigado é o de estupro de vulnerável, quando a vítima não tem condições de apresentar resistência.