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'Noivinha do Aristides': de onde surgiu o termo homofóbico que virou meme

Anderson Riedel/PR

De Splash, em São Paulo

29/11/2021 22h10Atualizada em 29/11/2021 22h10

É provável que quem entrou no Twitter na manhã de hoje tenha visto o termo homofóbico "noivinha do Aristides" entre os assuntos mais comentados da rede social, associado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Mas, afinal, quem é Aristides?

Bolsonaro mandou PF [Polícia Federal] prender mulher que gritou 'noivinha do Aristides'!

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Segundo O Antagonista, o termo foi usado por uma mulher para xingar Bolsonaro enquanto o presidente acenava para motoristas na Via Dutra, no sábado (27). Ela foi detida, mas o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Rodoviária Federal diz apenas que a mulher "gritou palavras de baixo calão".

Aristides, ainda de acordo com O Antagonista, foi instrutor de judô de Bolsonaro na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras). O termo "noivinha", então, é uma maneira de sugerir — de forma pejorativa — que o presidente tinha uma relação amorosa com Aristides. Em resumo: um xingamento homofóbico.

Tem vários vídeos de carros xingando Bolsonaro de tudo quanto é nome enquanto ele acenava na Via Dutra, mas apenas a mulher que o chamou de 'noivinha do Aristides' foi presa. Não chamem Bolsonaro de 'noivinha do Aristides, ele não gosta!

Usuários chegaram até a compartilhar uma foto de 1982 que supostamente mostrava Bolsonaro e Aristides. Mas, como mostrou o UOL Confere, o rapaz (agachado) circulado na imagem, de mãos dadas com o presidente (de pé), era o ex-deputado federal Alberto Fraga (MDB-DF).

O teor homofóbico do termo, porém, não foi suficiente para impedir que virasse piada — especialmente entre opositores de Bolsonaro.

Eu não sei o que significa 'noivinha do Aristides', mas me disseram que se eu procurar a definição no dicionário ilustrado, vou encontrar a foto do Jair Bolsonaro.

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"Não chamem Bolsonaro de 'noivinha de Aristides' porque dá prisão! Precisamos desvendar o crime embutido nesta colocação. Pelo que sabemos, Aristides foi instrutor de judô do Bolsonaro no Exército na época em que foi cadete. Onde está a ofensa?", escreveu o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Segundo a Folha de S.Paulo, a mulher que ofendeu Bolsonaro foi levada para uma delegacia em Volta Redonda (RJ) e liberada ainda no sábado (27), após se comprometer a comparecer à Justiça. O presidente não comentou sobre o caso.

Silenciei a palavra Aristides.