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Ana Paula Araújo aconselha vítimas de abuso: 'Cada uma tem seu tempo'

Ana Paula Araújo comanda o podcast "Abuso" - Divulgação
Ana Paula Araújo comanda o podcast 'Abuso' Imagem: Divulgação

Colaboração para Splash, no Rio de Janeiro

04/11/2021 10h03

Ana Paula Araújo está no comando do podcast "Abuso" - baseado em seu livro, lançado em 2020 -, que está disponível nas plataformas digitais desde o dia 21 de outubro. Os episódios contam com depoimentos inéditos, tanto das vítimas, quanto de pessoas especializadas na área. Em entrevista à revista Quem, a jornalista ressalta que apenas a educação sexual pode ajudar a evitar abusos e aconselha vítimas de violência.

"Só a educação pode virar de vez esse jogo. É fundamental falar disso nas escolas. Educação sexual não é uma incitação ao sexo precoce, pelo contrário. É a educação sexual que traz as noções de consentimento, de respeito ao corpo das mulheres, evita gravidez na adolescência e pode impedir os abusos. No caso de crianças, a violência sexual acontece, principalmente e infelizmente, dentro de casa. Portanto, não vai ser naquele ambiente que uma criança vai conseguir proteção. Aí entra o papel fundamental da escola em ensinar e ser uma referência para perceber sinais e acolher denúncias", pontua a jornalista.

Ana Paula também acredita que a divulgação de casos de abuso na mídia esteja fazendo com que os homens mudem o comportamento. "Uma sociedade sem violência é uma sociedade melhor para todos. Os homens precisam repensar seu papel na construção dessa sociedade melhor. Não basta não ser um abusador, é preciso condenar o abuso. Isso significa se posicionar, apoiar as vítimas, enxergar e combater o próprio machismo e não fazer vista grossa para os abusos que acontecem na frente deles", aponta.

A jornalista também aconselha mulheres que têm medo de procurar ajuda: "Cada uma tem seu tempo, é importante entender e respeitar isso. Mas é quase impossível sair de uma situação abusiva ou superar o trauma sem ajuda. Seja através de alguém da família, de um amigo, amiga de confiança ou terapeuta, conseguir falar sobre o que acontece (ou aconteceu) é o primeiro passo".