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Família de diretora morta pode não receber apólice; entenda o caso

Colaboração para Splash, do Rio de Janeiro

27/10/2021 08h25

A seguradora do filme "Rust" pode não pagar a cobertura da apólice à família de Halyna Hutchins caso seja confirmada negligência no set. A diretora de fotografia morreu após ser atingida por um tiro efetuado acidentalmente por Alec Baldwin.

De acordo com informações do site norte-americano "TMZ", a família da diretora pretende entrar com um processo por homicídio culposo. A produção tem uma apólice de seguro, emitida pela seguradora Front Row Insurance Brokers, limitada a US$ 6 milhões (equivalente a R$ 33,4 milhões) para cobrir acidentes envolvendo ferimentos e mortes. A apólice revela que a cobertura de responsabilidade geral é limitada a US$ 1 milhão por ocorrência, além da apólice comercial guarda-chuva - complemento à cobertura de responsabilidade geral - por um adicional de US$ 5 milhões.

Este valor de US$ 1 milhão é o mínimo para que seja possível rodar um filme no estado do Novo México, o que é comprovado pelo pedido de licença da produtora gravar o longa no local. Com isso, um seguro complementar foi contratado, o que é comum na indústria do entretenimento - o que não é citado na licença.

A quantia considerada elevada se dá ao fato de Halyna ter uma longa e primorosa carreira: aos 42 anos, a profissional era considerada uma estrela em ascensão. Além disso, o trauma causado à família da diretora também é levado em consideração. Por fim, o diretor Joel Souza, que também foi atingido no incidente, provavelmente entrará com uma ação por danos pessoais, portanto, a quantia seria partilhada entre o diretor do longa e a família de Halyna.

Apólice pode não ser paga

O valor, no entanto, pode subir nos tribunais, já que a Lei do Novo México prevê indenizações extras para punir casos que envolvam imprudência ou má conduta. E, como já se sabe, as acusações apontam para negligências graves no set, já que a arma não foi checada antes de ser entregue a Alec Baldwin. Além disso, membros da produção usaram o armamento para praticar tiro ao alvo - com balas de verdade - horas antes das filmagens começarem. Todos esses agravantes, se comprovados, podem acabar por anular a apólice, caso esteja previsto em contrato que violações dos requisitos presentes no acordo podem permitir que a empresa se negue a pagar a cobertura. Como a produção continha um enredo que obrigatoriamente exigia a presença de armas em cena, é possível que tenha sido estabelecido que a seguradora vetasse o uso de armas reais no set.