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Renata Banhara desabafa sobre tumor: 'Com a cirurgia, viveria vegetando'

Renata Banhara enfrenta batalha contra tumor no cérebro
Renata Banhara enfrenta batalha contra tumor no cérebro
Arquivo pessoal

Daniel Palomares

De Splash, em São Paulo

16/10/2021 04h00

Quem ouve Renata Banhara falando, não imagina os problemas que ela está enfrentando. A resiliência na voz da ex-modelo de 46 anos revela a força de quem precisa se reerguer de qualquer maneira, mesmo após um baque: Renata enfrenta uma batalha contra um tumor no cérebro.

Descoberto há cerca de quatro anos, inicialmente com 2 milímetros, o tumor avançou para 2 centímetros de diâmetro em novos exames realizados em dezembro. Sem poder passar por uma cirurgia, Renata precisou seguir em frente como conta em papo com Splash.

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Não posso parar de lutar. Não posso me dar ao luxo. Tenho dois filhos que dependem de mim. Não tenho família, me viro sozinha. Não existe como tirar, é uma região muito delicada. Com a cirurgia, eu viveria vegetando. Minha fé virou minha medicação.

Renata Banhara

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Renata Banhara recorreu a fé e ao trabalho para não perder as forças
Imagem: Arquivo pessoal

Término turbulento

Em 2018, após descobrir uma traição do então marido, Renata conta ter sido vítima de violência doméstica. Os dois colocaram um fim no relacionamento e ela acabou retirada do convênio médico que tinha na época. Hoje, não tem condições de bancar um tratamento adequado de saúde.

Um ano antes, uma bactéria nos dentes que avançou para o cérebro acabou causando os problemas que ela lida até hoje. "Operei a cabeça quatro vezes em 2017. Tive paralisia facial e corporal. Metade da minha cabeça tinha necrosado. Fiquei 1 ano e meio entrando e saindo do centro cirúrgico", lamenta.

A Justiça me endividou. Foram minhas reservas todas nesses três anos. No Brasil, a vítima vira réu. A mulher fica sozinha, esvaziada emocionalmente, endividada pelos fóruns. Acho que a Justiça só funciona para homens. A mulher que procura socorro só volta dilacerada.

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Renata Banhara ajuda outras mulheres vítimas de violência doméstica
Imagem: Arquivo pessoal

Resistência

Hoje, após o que sofreu, Renata dedica sua rotina a ajudar outras mulheres vítimas de violência doméstica. "Isso me ocupa, me dignifica, me dá a sensação que estou fazendo algo certo. Vou deixar uma esperança para outras mulheres terem vez e voz", torce.

Com o tempo ocupado pelo trabalho e outros compromissos, ela consegue se distrair do peso da doença e manter o equilíbrio. "Não acompanho mais [meu tumor], não olho para o meu problema. Olho para os meus boletos", brinca.

Tive covid, perdi parte da visão. Estou com estufamento ósseo na testa. Não me lamento. Não sou vítima. Tinha dores muito fortes. Fui procurar a fé e hoje não tenho dor. Quero que meus filhos tenham a imagem de uma mãe forte. Essa é a mensagem para outras mulheres que estão enfrentando um câncer.

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Mesmo enfrentando uma grave situação, Renata torce para o melhor e se anima ao pensar nos filhos e na quantidade de mulheres que conseguiu auxiliar através de seu trabalho. O futuro pode esperar: ela vive um dia após o outro.

Não tenho depressão. Não tenho tristeza. O médico me disse que o cérebro se reconstrói. Eles encontram casos como o meu todos os dias. É algo desafiador. Às vezes, o tumor fica estagnado. Às vezes, segue crescendo. O tempo mostrará.

Renata Banhara

Errata: o texto foi atualizado
A matéria informou incorretamente que o tumor começou com 22 milímetros, quando se tratava de 2 milímetros. O conteúdo foi corrigido.